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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um mundo em busca do desenvolvimento sustentável


Fonte: Informe ENSP

As palestras do seminário de Saneamento e Saúde Ambiental: reflexões sobre a Rio+20 têm enfatizado a importância da participação popular para o desenvolvimento das ações de saneamento, e as mesas apresentadas durante a quarta-feira (13/6) não foram diferentes. A parte da manhã debateu a economia verde e destacou que este conceito atualmente é visto como uma manobra para promover o crescimento da demanda mundial por tecnologias ambientais e não enfrenta a lógica de produção capitalista. Já a mesa da tarde, Cidade e Habitação Saudável, contou com apresentações de quatro palestrantes que se complementaram ao destacar a importância do papel dos indivíduos na construção de um ambiente saudável e a necessidade de a habitação atuar como um agente da saúde de seus moradores e usuários.

Economia Verde: um conceito controverso

Paulo Buss comentou que, segundo muitos acordos internacionais, o desenvolvimento sustentável é formado por três pilares: econômico, ambiental e social. Mas envolve também o pilar político, que é o responsável pela articulação dessas esferas. “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atender às suas próprias. A questão é que hoje existem múltiplas crises mundiais decorrentes do modo estrutural de produção e consumo ecoagressivo, desigual e excludente do capitalismo global.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rio+20: Radis defende que sustentabilidade é saúde


Fonte: Informe ENSP
Discussões em torno do documento oficial da Rio+20 expressam a complexidade e as contradições que permeiam o evento. Essa é a questão central da edição on-line daRadis de junho/2012, disponível no Portal ENSP. Intitulada 'Sem saúde não há sustentabilidade', a matéria de capa aponta que a relação entre desenvolvimento, ambiente e saúde é indissociável. "A ideia foi legitimada desde que, em abril de 1987, a ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, então presidente da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, divulgou o relatório Nosso futuro comum, que tornou público o conceito de desenvolvimento sustentável".

Segundo a Radis, devido a esse reconhecimento, causou surpresa aos formuladores do campo da Saúde que a proposta inicial do documento oficial da Conferência, o Rascunho zero, ou O futuro que queremos, não fizesse referência à saúde humana. A Fiocruz, então, produziu um adendo visando à correção da falha. Foram preparados cinco parágrafos que condensam as principais demandas do campo da saúde e, por intermédio dos ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, encaminhados ao G77 (bloco das nações em desenvolvimento, criado em 1964, e que hoje conta com mais de 130 países), para inclusão entre as modificações propostas ao documento.

As discussões promovidas dentro da Fiocruz também resultaram no documento Saúde na Rio+20: Desenvolvimento sustentável, ambiente e saúde, produzido pelo Grupo de Trabalho para a Rio+20. Durante todo o mês de maio, o texto recebeu sugestões e críticas dos pesquisadores da Fiocruz, pelo site www.sauderio20.fiocruz.br.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ENSP promove debate virtual sobre Saúde na Rio+20


Fonte: Informe ENSP

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, Rio+20, a ENSP quer ouvir a sociedade civil e lança uma questão em seu blog Saúde em Pauta: "Qual forma de desenvolvimento e de modo de produzir e consumir é desejável para a qualidade de vida e saúde da sua população mundial?" A Rio+20, que acontece de 13 a 22  de junho, no Rio de Janeiro, marca os 20 anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

A falta de acesso à água e condições de saneamento, a redução da biodiversidade, o impacto de grandes projetos de desenvolvimento e o modelo de agronegócio baseado no uso irresponsável dos agrotóxicos têm consequências diretas à saúde humana. Estudos apontam que quase um quarto das doenças poderia ser evitado se as pessoas vivessem em ambientes saudáveis; e as populações de países pobres são as mais afetadas.  Hoje, mais gente usa recursos naturais e de forma mais intensa que antes. Nunca houve tanta pressão ao meio ambiente, e consequentemente mais exposição e efeitos na saúde. Observa-se o aumento significativo do nível geral de vulnerabilidade, e as tecnologias ainda não resolvem a pobreza persistente.

As discussões durante a Rio+20 serão pautadas pelo documento final da ONU, focado nos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – um conjunto de parâmetros de referência que orientem os países na obtenção de resultados específicos dentro de um período de tempo específico, como no acesso universal à energia sustentável e água limpa para todos, tendo como base os já conhecidos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), após o prazo final de 2015. O documento final ainda não foi divulgado; por isso continua valendo o ‘draft zero’, que pode ser acessado aqui (http://www.rio20.gov.br/documentos/documentos-da-conferencia).

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Pesquisa sobre perfil dos enfermeiros ganha site

Filipe Leonel
Informe ENSP


Já está no ar o site da pesquisa que irá caracterizar o perfil de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em todo o país, desenvolvida a partir da parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), a Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). O lançamento acontece às vésperas do Dia da Enfermagem (12/5) e possibilitará aos 60 mil profissionais participantes o preenchimento do questionário pela internet. A pesquisa foi lançada em Rondônia e os coordenadores estaduais e regionais do inquérito estarão reunidos na ENSP nos dias 23 e 24 de maio para uma oficina de capacitação.
 
Na ENSP, a pesquisa é desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde (Nerhus/ENSP) e é coordenada pela pesquisadora Maria Helena Machado. O trabalho pretende conhecer a realidade e o perfil dos profissionais que atuam no campo da saúde e levantar dados sobre aspectos sociais, formação profissional, mercado de trabalho, além do nível de satisfação no trabalho – importantes ferramentas para a gestão da saúde. O projeto foi lançado em Rondônia, como forma de homenagear o doutor Manoel Néri por sua atuação no Conselho Federal de Enfermagem.
 
A oficina, de acordo com a coordenadora adjunta da pesquisa, Ana Luiza Stiebler, possibilitará o treinamento dos coordenadores estaduais e regionais sobre questionário, além de uma apresentação sobre as peculiaridades e situações de trabalho de cada região. “A oficina é uma fase importante de apresentação do questionário e conhecimento das realidades locais. Os coordenadores vão supervisionar as respostas em cada estado e ficarão responsáveis por fazer um ranking semanal das amostras. Além disso, cada região do país tem uma determinada característica e será importante montar estratégias para alcançar os participantes”.
 
Grupos de trabalho aprofundam temas da enfermagem
 
A coordenação do projeto também criou sete grupos de trabalho para discussão dos temas. São eles: Conformação da Profissão da Enfermagem; Regulação do Trabalho em Saúde; Formação e Educação Profissional; Mercado de Trabalho e a Enfermagem; Migração, Mercosul e Integração Regional; Promoção da Saúde do Trabalhador da Enfermagem; e Organizações Corporativas e Enfermagem nas Grandes Instituições Empregadoras. 
 
 
Sobre o questionário em si, a coordenadora Maria Helena destaca que irá contemplar aspectos como faixa etária dos enfermeiros, qualidade da formação, cor, situação econômica e alguns fatores em transição na profissão. “A enfermagem é uma profissão majoritariamente feminina, mas isso vem mudando nos últimos anos com a masculinização da profissão, e o questionário nos dará essa avaliação. Outro aspecto discutido é em relação à família desses profissionais: por exemplo, enfermeiros reproduzem enfermeiros? Sabemos que isso ocorre na medicina, mas também funciona na enfermagem?”, questionou. 
 
O site da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil pode ser acessado no endereçohttp://www.ensp.fiocruz.br/perfildaenfermagem/. Lá é possível conhecer outras pesquisas sobre o tema, acessar links de interesse e entrar em contato com os coordenadores da pesquisa. Em breve o questionário estará disponível para preenchimento online.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Doutorado em Epidemiologia: inscrições abertas


Está aberto o segundo período de inscrição para seleção pública 2012 do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Os candidatos devem se inscrever até o dia 18 de maio pela Plataforma Siga Stricto Sensu da Fiocruz. São oferecidas 12 vagas de acordo com as possibilidades de orientação de doutorado disponíveis para o ano de 2012, bem como suas respectivas linhas de pesquisa.
 
doutorado em Epidemiologia, credenciado pelo Conselho Federal de Educação, visa à formação de profissionais para atuar nas áreas de docência e pesquisa. O curso é coordenado pelos pesquisadores Reinaldo Souza dos Santos e Ana Glória Godoi Vasconcelos. Confira, no quadro abaixo, a lista dos docentes disponíveis para orientação.
 
 
Os candidatos interessados no curso deverão preencher o formulário eletrônico de inscrição, disponível no site da Plataforma, o qual, posteriormente, deverá ser  impresso,  assinado e encaminhado, via Correios, junto com os documentos listados, para o endereço constante neste documento.  Os candidatos deverão, obrigatoriamente, indicar os nomes de até dois possíveis orientadores. A divulgação do resultado final para os inscritos no segundo período será em 27 de junho de 2012, a partir das 14 horas.
 
 
As linhas de pesquisa do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública são: A construção do conhecimento epidemiológico e sua aplicação às práticas de saúde; Avaliação de políticas, sistemas e programas de saúde; Avaliação de serviços e tecnologias em saúde; Epidemiologia de doenças crônicas; Epidemiologia de doenças transmissíveis; Desigualdades sociais, modelos de desenvolvimento e saúde; Determinação e controle de endemias; Informação e saúde; Modelagem estatística, matemática e computacional aplicadas à saúde; Paleopatologia, Paleoparasitologia e Paleoepidemiologia; Saúde da mulher, da criança e do adolescente; Saúde indígena; Saúde mental.
 
 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

ENSP inicia mestrado com foco na saúde do trabalhador

Fonte: Informe ENSP


Pensado como estratégia de ações para o desenvolvimento do campo da saúde do trabalhador no Brasil, a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca desenvolveu o mestrado profissional em Vigilância em Saúde do Trabalhador. Este novo curso, fruto de uma demanda nacional de formação voltada a profissionais da ponta do serviço, tem 20 alunos provenientes do Norte e Centro-Oeste do país e terá início na próxima segunda-feira, 7/5. Para tanto, a Escola realizará a palestraEspacialização do processo saúde, doença e cuidado, que será proferida pelo pesquisador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (Densp/ENSP) Paulo Sabroza. Este curso está sob a coordenação das pesquisadoras Ana Braga e Jussara Brito, ambas do Centro de Estudo de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP). A palestra está marcada para às 9h30, no Salão Internacional da Escola. Ela é aberta ao público e também será transmitida on-line pela web.

De acordo com Ana Braga, esse curso não tem origem na academia. “Ele é fruto de uma necessidade externa, e de abrangência nacional, que chegava a nós de maneira desorganizada, o que dificultava a ação de formação em todo o país. O curso passou a ser pensado a partir de um amadurecimento acerca da urgente demanda de formação dos profissionais que estão na ponta do serviço, além dos que integram a Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador (Renast). Toda a rede de saúde do trabalhador está sob a responsabilidade da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde (CGSAT/MS) e foi a partir deles que começamos a construir o mestrado no formato que ele tem hoje, pois, por meio de encontros e oficinas prévias, buscamos mapear as reais necessidades nacionais. Para tanto, contamos com a participação de diversos atores que transitam na área de saúde do trabalhador de universidades e centros formadores de todo o país. Pode-se afirmar, portanto, que esse mestrado profissional é fruto de uma construção bastante rica”, detalhou Ana.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Observatório pretende monitorar iniquidades em saúde


Fonte: ENSP/Fiocruz

Com o objetivo de monitorar as tendências das iniquidades em saúde no Brasil e seus determinantes, apoiando políticas e programas desenvolvidos pelo governo e pela sociedade civil para combatê-las, foi lançado, na terça-feira (27/3), oObservatório sobre Iniquidades em Saúde. O espaço pretende se situar na interface entre os sistemas de informação e o processo de definição de políticas, promovendo a interação e o reforço mútuo entre eles. Desenvolvido e mantido pelo Centro de Estudos, Políticas, e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde (Cepi-DSS/ENSP/Fiocruz), o Observatório pretende ainda analisar o impacto de políticas e programas relacionados às iniquidades em saúde, além de promover estudos sobre iniquidades em saúde e seus determinantes.

Pellegrini ressaltou que, durante a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde (CMDSS), as discussões em torno de estratégias para ação sobre os determinantes sociais da saúde (DSS), no intuito de combater as iniquidades em saúde, destacaram a importância de que as ações estivessem fundamentadas em sólidas evidências. “De fato, dados, informações e conhecimentos são fundamentais para identificar onde devem incidir as intervenções sobre os DSS e como avaliar seu impacto. Com o lançamento do Observatório sobre Iniquidades em Saúde o Cepi-DSS/ENSP busca contribuir para que o tema das iniquidades em saúde ocupe o destaque que merece nas políticas e preocupações da sociedade brasileira”, destacou Pellegrini.

De acordo com o coordenador dentre os objetivos do Observatório estão também a contribuição para o aperfeiçoamento dos sistemas de informação em saúde – identificando lacunas e deficiências de informação sobre iniquidades em saúde – e a possibilidade de promover a visibilidade das iniquidades em saúde, estimulando o debate sobre formas de combatê-las. Apoiando-se na definição de Cesar Gattini (Assessor de Análises e Estatísticas de Saúde da OPS/OM), Pellegrini explicou que “um observatório de saúde é operacionalmente entendido como um centro nacional de base virtual, orientado para políticas, que tem o propósito de realizar observação integral e informar de maneira sistemática e contínua sobre aspectos relevantes da saúde da população e dos sistemas de saúde, para apoiar – de modo eficaz e baseado em evidências – o desenvolvimento de políticas e planos de saúde, a tomada de decisões e de ações em saúde pública e em sistemas de saúde. Além de contribuir para a preservação e melhoramento da saúde da população, o que inclui a redução das desigualdades”, explicou o coordenador.

A estrutura e funcionamento do Observatório sobre Iniquidades em Saúde procura aproveitar a experiência internacional registrada no relatório Informações sobre iniquidades em saúde nos Observatórios em Saúde no mundo (elaborado por Romulo Paes e Guilherme
Tinoco e encomendado pelo Cepi-DSS). O espaço é voltado para gestores dos sistemas e serviços de saúde; gestores dos demais sistemas e serviços de proteção social; acadêmicos; profissionais do terceiro setor que atuam na saúde e demais políticas de proteção social e população em geral. Para cumprir seus objetivos, o Observatório trabalha em redes de colaboração com pesquisadores, gestores e profissionais de saúde. A dinâmica busca articular produtores de conhecimento e de políticas públicas para promover a tomada de decisões baseadas em evidências.

Segundo Pellegrini, o Observatório integra o espaço de gestão de informação e intercâmbio de conhecimento em DSS já criado pelo Portal de Determinantes Sociais da Saúde e pela Biblioteca Virtual em Saúde sobre DSS, mantidos pelo Centro de Estudos, Políticas e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde da ENSP/Fiocruz. “Esperamos contar com a valiosa contribuição dos colaboradores do Portal de DSS para que o Observatório possa contribuir efetivamente para a melhor utilização dos recursos públicos no combate às iniquidades em saúde no Brasil”.


Estrutura do Observatório sobre Iniquidades em Saúde

O Observatório compreende uma estrutura em três níveis. No primeiro nível, está a publicação de um conjunto básico de indicadores demográficos, econômicos e sociais, assim como de indicadores de situação de saúde e de serviços de atenção á saúde. Serão publicados dados correspondentes a cada indicador desde o ano 2000, assim como alguns gráficos básicos. No segundo nível, será solicitado a especialistas que façam análise das tendências de alguns indicadores, buscando identificar seus determinantes e os efeitos de políticas de intervenção sobre eles. Estas análises serão publicadas com infográficos, para facilitar a compreensão por um público amplo. Segundo o coordenador, análises, estudos e pesquisas em maior profundidade serão estimulados ou encomendados.

No terceiro e último nível, o Observatório publicará notícias, opiniões, entrevistas e experiências relacionadas com as informações e análises por ele produzidas, com ênfase nas implicações dos achados para as políticas de combate às iniquidades. “O usuário terá toda liberdade de descarregar as planilhas, comentar as análises publicadas pelo portal, produzir novas análises, tabelas e gráficos e submetê-las ao Portal para sua publicação”, explicou Pellegrini.

terça-feira, 27 de março de 2012

EAD abre inscrições para conselheiros de saúde


Fonte: ENSP/Fiocruz

Até o dia 12 de abril estão abertas as inscrições para o curso livre de Informação e Comunicação em Saúde para o Controle Social, oferecido na modalidade a distância pela ENSP. Seu público-alvo são conselheiros municipais e estaduais de Saúde, integrantes do Conselho Nacional de Saúde, que sejam indicados pelos conselhos estaduais de saúde ou pelo Conselho Nacional de Saúde, inclusos no cadastro nacional de conselhos de saúde que aderiram ao Programa de Inclusão Digital. O objetivo dessa formação é contribuir para um processo intensivo e continuado de apropriação e uso das informações e comunicações relevantes para o exercício do controle social em saúde por esses profissionais. Mais de 1.500 vagas estão disponíveis, distribuídas em todos os estados do país. Confira aqui o edital.

Os interessados em participar do curso devem estar no exercício da função de conselheiro de saúde; ser formalmente indicados pelo Conselho Estadual de Saúde ou pelo Conselho Nacional de Saúde e ter disponibilidade de carga horária de cinco horas semanais para desempenhar as atividades do curso. Os participantes que cumprirem 100% das atividades receberão certificado de participação e aproveitamento.


Esta formação foi desenvolvida pela ENSP em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SEGEP/MS) e com o Conselho Nacional de Saúde (CNS). Ele está sob a coordenação das pesquisadoras da ENSP Ilara Hämmerli e Silvia Rangel. 

As inscrições só poderão ser feitas pelos Correios e devem ser feitas a partir da indicação dos candidatos pelos Conselhos Estaduais de Saúde, ou, excepcionalmente, pelo Conselho Nacional de Saúde. Também deverão ser indicados, além dos candidatos prioritários, candidatos suplentes que comporão um grupo de suplentes. Nessa primeira chamada serão selecionados 1.520 conselheiros, mas já existe a previsão de oferta de mais 4.560 vagas.

Confira mais informações e a tabela de distribuição de vagas por estado no edital.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Seminário discute experiências em redes de atenção


Aprofundar o debate acerca de alguns dos temas centrais à organização de redes de atenção, que estão em discussão hoje nas várias instâncias de gestão do SUS e que são essenciais à integração assistencial, é o objetivo do seminário internacional Integração Assistencial em Redes de Atenção à Saúde, que acontece nos dias 19 e 20 de março, no salão internacional da ENSP. O Seminário apresentará a experiência internacional nesses campos, através do caso do Sistema Nacional de Saúde Espanhol e da experiência da Comunidade Autônoma da Catalunha, buscando traçar paralelos e construir referências para o enfrentamento dos desafios de organização de redes de atenção no caso brasileiro. As inscrições devem ser feitas pelo email redesras@ensp.fiocruz.br ou no primeiro dia do evento. 

A palestra inaugural será proferida pelo vice-presidente da Fundação Instituto de Investigação em Serviços de Saúde de Valencia, Espanha, e editor-chefe da revista Gestión Clinica y Sanitari Ricardo Meneu, no dia 19 de março, às 10 horas. Em seguida, o seminário será composto por mais três mesas redondas, que discutirão o papel da autoridade sanitária; regionalização e descentralização; os instrumentos de planejamento; o modelo de atenção - perfis e funções dos níveis assistenciais e a articulação entre eles; a utilização de contratos e as diferentes estratégias e instrumentos de integração entre provedores. 

De acordo com a pesquisadora da ENSP e coordenadora do evento, Rosana Kuschnir, o objetivo da programação é aprofundar a reflexão acerca dos dilemas enfrentados pelo SUS no desafio de superar a fragmentação, tanto do ponto de vista da construção da política, como da provisão do cuidado. "A proposta é poder partilhar a discussão com acadêmicos, gestores e técnicos que enfrentaram os mesmos desafios e têm tido êxito experimentando estratégias e instrumentos de integração já há muitos anos. Conhecer a experiência internacional ajuda a compreender melhor nossos próprios dilemas, identificar o que há de comum com outros sistemas, e o que nos é específico ". 

Após os dois dias de palestra, também serão realizadas oficinas para aprofundamento dos temas, que, em conjunto com o Seminário, constituem-se num Curso de Atualização em Integração Assistencial em Redes de Atenção, dirigido a gestores e técnicos das três instâncias de governo envolvidos diretamente com a organização de redes de atenção e indicados por suas instituições.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Material do curso de envelhecimento em acesso aberto


Fonte: ENSP

Levando-se em conta que as projeções apontam para o fato de que, em 2025, seremos a sexta população idosa no mundo, é necessário agirmos com rapidez para podermos dar conta desta mudança iminente’, diz o texto de apresentação do curso Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, oferecido na modalidade a distância, que acaba de ser disponibilizado para download na Biblioteca Multimídia da ENSP e no Campus Virtual em Saúde Pública (CVSP). A ação está de acordo com a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento adotada em 2011 pela Escola. A ideia é que, aos poucos, os materiais de todos os cursos da EAD/ENSP sejam disponibilizados para acesso livre.

Este curso, uma ferramenta para a necessidade de implementação da Política Nacional de Saúde do Idoso, de forma a capilarizá-la por todo o território nacional, foi desenvolvido em 15 módulos, divididos em 4 unidades intituladas Envelhecimento, velhice, sociedade e políticas; Demografia e epidemiologia do envelhecimento; Atenção à saúde da pessoa idosa; e Participação social e envelhecimento.

A Escola está trabalhando para a entrada, cada vez mais rápida, desses materiais em seu repositório institucional. A inclusão é feita dentro dos critérios da Política de Acesso Aberto que está sendo desenvolvida na Escola. Com a adoção dessas ações, a Escola está contribuindo para ampliar o acesso ao conhecimento por ela produzido, além de dar transparência aos investimentos e às ações realizadas. Dessa forma, o amplo e livre acesso aos resultados das pesquisas também colabora de forma importante para o controle social. Acesso livre significa a livre disponibilização, na internet, de literatura de caráter científico, permitindo a qualquer utilizador pesquisar, consultar, descarregar, imprimir, copiar e distribuir o texto integral de artigos e outras fontes de informação científica.

Nesse recente movimento da Escola, iniciado em 2011, a ENSP reconhece os direitos autorais, sejam eles morais ou patrimoniais, em relação ao conhecimento produzido e entende que é obrigação das instituições públicas garantir que a sociedade tenha acesso a ele. O Seminário Internacional Acesso Livre ao Conhecimento, realizado em abril do último ano, foi o marco inicial da adesão da Escola ao Movimento Internacional de Acesso Aberto ao Conhecimento. Em consonância com o movimento mundial, a Escola declara a importância da promoção do acesso universal à informação e ao conhecimento como condição essencial ao desenvolvimento sustentável das nações, à promoção da qualidade de vida das pessoas e à inovação.

Segundo a coordenadora de Comunicação Institucional da ENSP, Ana Furniel, este movimento, com aproximadamente uma década de existência, é denominado Open Educational Resources (OER) ou Recursos Educacionais Abertos (REA). Ele, apesar de ser considerado um movimento jovem, está alcançando muitas instituições. A Unesco, em evento conhecido como  The  Forum on the Impact of Open Courseware for Higher Education Institutions in Developing Countries, cunhou o termo Open Educational Resource, cuja definição, desenvolvida no ano de 2002, considera a provisão de recursos educacionais abertos, ativada por tecnologias de informação e comunicação para consulta, utilização e adaptação por uma comunidade de usuários para fins não comerciais.

Desde a sua adesão a este movimento, a ENSP vem realizando um conjunto de ações que reafirmam seu compromisso com a política de acesso aberto na instituição. A acessibilidade ao material didático produzido no âmbito de seus cursos de Educação a Distância é uma delas. Além disso, a organização e realização do Seminário Internacional de Acesso Livre ao Conhecimento; o mapeamento de suas atividades para definição de política institucional de acesso aberto; a gestão e alimentação da página eletrônica para o Movimento de Acesso Aberto na Escola; o lançamento da fan page na rede social Facebook sobre as iniciativas de acesso aberto; e o desenvolvimento de novo Repositório Institucional para acesso livre à sua produção científica também são ações previstas neste processo.
Acesse aqui todo o material didático do curso.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Saúde em Pauta: novo espaço para debates na ENSP


ENSP, publicada em 09/03/2012

A partir desta sexta-feira (9/3), um novo espaço para debates está disponível na ENSP. Pesquisadores, profissionais de saúde, alunos e visitantes poderão enviar seus comentários e promover discussões on-line sobre assuntos em destaque. O tema que inaugura o blogSaúde em Pauta é o Índice de Desempenho do SUS (IDSUS 2012), ferramenta que avalia o acesso e a qualidade dos serviços de saúde no país. Entre e coloque sua opinião.

O Saúde em Pauta é um blog que se propõe a promover o debate qualificado sobre as relações políticas, sociais, econômicas, culturais e históricas que influenciam a sociedade, em especial no que se refere ao setor saúde. É um espaço democrático de reflexão política, aberto aos profissionais de saúde, que estão convidados a enviar suas opiniões sobre os assuntos em debate. Os temas serão incluídos de acordo com a análise de conjuntura, podendo refletir fatos, resultados de pesquisas, impactos na imprensa etc.

No blog, é possível também encaminhar artigos assinados e analíticos sobre as questões de conjuntura em saúde em destaque. Os textos devem ser curtos, como os publicados nos editoriais de jornais.

Para o diretor da ENSP, Antônio Ivo de Carvalho, "a divulgação de um espaço com essas características é muito importante, pois ajuda a disseminar a produção de análises sobre a conjuntura política (nacional e internacional) e, principalmente, incentivar o debate e a participação na discussão de políticas públicas no Brasil".

O tema de estreia do Saúde em Pauta é o Índice de Desempenho do SUS (IDSUS 2012), ferramenta que avalia o acesso e a qualidade dos serviços de saúde no país, divulgado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (1°/3). Criado pelo MS, o índice avaliou, entre 2008 e 2010, os diferentes níveis de atenção (básica, especializada ambulatorial e hospitalar, de urgência e emergência), verificando como está a infraestrutura de saúde para atender as pessoas e se os serviços ofertados têm capacidade de dar as melhores respostas aos problemas de saúde da população. De acordo com o Ministério da Saúde, o fundamento teórico do IDSUS 2012 é o projeto Desenvolvimento de Metodologia de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde Brasileiro (Pro-Adess), coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), unidades técnico-científicas da Fiocruz.

Pesquisadores da ENSP e de outras instituições deram suas opiniões e contribuições sobre a divulgação feita pelo Ministério da Saúde a respeito do Índice de Desempenho do SUS em entrevista ao Informe ENSP, na sexta-feira (2/3), que pode ser acessada aqui.

quinta-feira, 1 de março de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Livro reúne desafios do trabalhador da saúde


Informe ENSP, publicada em 07/02/2012

Os dilemas, o sofrimento, o desgaste e os processos laborais aos quais os trabalhadores da saúde estão submetidos em seu dia a dia foram reunidos e apresentados em um livro da Editora Fiocruz, organizado pelas pesquisadoras Ada Ávila Assunção, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Jussara Brito, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). A publicação Trabalhar na Saúde: experiências cotidianas para a gestão do trabalho e do emprego apresenta o panorama diário das atividades desses profissionais em diferentes níveis, abordando as formas pelas quais eles têm de lidar com vários tipos de problemas que, de alguma forma, afetam sua saúde.


A publicação é composta com nove capítulos, divididos em três partes, que articulam os desafios diários, a saúde de quem cuida e propõe reflexões sobre a instabilidade, a imprevisibilidade e as mudanças presentes nos processos de trabalho. A primeira parte é intitulada "Cotidianos, modos de saber-fazer no trabalho e a saúde de quem cuida". A segunda é "Sofrimento e desgaste associados ao trabalho no setor saúde", seguida da terceira e última, "Desenvolvimento das políticas de gestão do trabalho: tendências e desafios".

O livro se baseia no Relatório Mundial da Saúde de 2006, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconhece o aumento da insegurança e estresse para esses trabalhadores. Ainda de acordo com o relatório, esse fato se deve à complexidade da atual conjuntura, combinada aos problemas novos e antigos de origem diversa. Segundo as organizadoras da publicação, trata-se de uma tentativa de articular pesquisadores e fomentar reflexões sobre a atualidade do trabalho em saúde, especificamente das formas de produção social do SUS, em diferentes níveis de atenção e estados brasileiros.

O livro traz, segundo elas, "questões que se referem ao trabalho como uma atividade que mobiliza o sujeito em sua totalidade, isto é, seu corpo, sua inteligência, suas emoções e sua capacidade de se relacionar - que são convocados a fim de atender às exigências da produção, enfrentando, em muitas circunstâncias, o que não é assegurado pela estrutura técnico-organizacional. Em alguns capítulos, os autores examinam como os sujeitos fazem para desempenhar suas atividades, tendo em vista o estado que se encontram e a realidade que enfrentam".

O livro pode ser comprado na Editora Fiocruz.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

EAD/ENSP: inscrições abertas para três cursos


Fonte: Informe ENSP, publicada em 31/01/2012



A ENSP está com quase 3 mil vagas disponíveis para cursos na modalidade a distância. Com inscrições até o dia 10 de fevereiro, a especialização em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana é voltada para os Centros Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Bauru, Mauá, Franca, Jundiaí, Indaiatuba, Bebedouro, Araraquara, Itapeva, Osasco e Marília e tem uma oferta de 560 vagas. Já as inscrições para o aperfeiçoamento em Bioética Aplicada às Pesquisas Envolvendo Seres Humanos vão até o dia 7 de março e têm 1200 vagas voltadas para membros de Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) de todo o Brasil. Por fim, o curso de Aperfeiçoamento em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa disponibilizou mil vagas com foco em profissionais do SUS, de nível superior, das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, envolvidos ou interessados em desenvolver ações voltadas para a população idosa.

Cinco cursos de especialização seguem com inscrições abertas na ENSP


Fonte: Informe ENSP, publicada em 30/01/2012


A escolha metodológica preferencial para o desenvolvimento do curso é o Ensino Baseado em Problemas (EBP). A arte de pensar e julgar para decidir - uma das características fundamentais da gerência - exige outros saberes além dos exclusivamente técnicos; exige maior amplitude e lateralidade de pensamento. Por isso, é recomendado aos gestores de todos os níveis que adquiram formação avançada para estimular sua mente e sua curiosidade, visando à busca de novos horizontes e perspectivas para a realidade em que estão inseridos.

O emprego da EBP pretende formar profissionais habilitados e comprometidos com o trabalho e aptos a questionar criticamente, identificar e resolver problemas, tomar decisões com amplitude e lateralidade de pensamento, capazes de adquirir conhecimentos ao longo de suas vidas profissionais, de trabalhar em equipe, aprender a ouvir, responder e participar de discussões relevantes.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Especialização em Vigilância Sanitária - inscrições até 18/1


Informe ENSP, publicada em 16/01/2012

Estão abertas, até o dia 18 de janeiro de 2012, as inscrições para o curso de especialização em Vigilância Sanitária, que tem por objetivo formar especialistas capazes de identificar, analisar e intervir nos problemas que se apresentam no campo da vigilância sanitária, considerando o contexto da saúde pública e a necessidade de transformação das práticas para o alcance de maior efetividade das ações. Pretende, ainda, contribuir para o desenvolvimento de atitudes necessárias ao desempenho ético da vigilância sanitária de forma complementar, habilitando-o para atuar nos diversos níveis do sistema.

O curso, coordenado pelas pesquisadoras Lenice Gnocchi da Costa Reis e Marismary Horsth De Seta, oferece 35 vagas para profissionais graduados, inseridos ou não nos serviços de vigilância. Com carga horária total de 480 horas, será ministrado às segundas, terças e quartas-feiras, em horário integral.

Confira aqui o edital completo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ENSP divulga calendário dos Programas de Pós-Graduação

Informe ENSP, publicada em 09/01/2012

Já está disponível no Portal ENSP o calendário das atividades dos Programas de Pós-Graduação Stricto sensu previstas para o 1º semestre de 2012 e o documento Normas e Procedimentos para inscrição e matrícula em disciplina isolada para 2012.

Diferente dos anos anteriores, todas as inscrições em disciplinas estarão concentradas num único período, entre 2 e 19 de janeiro de 2012. As inscrições nos cursos de inverno deverão ser efetuadas entre 2 e 18 de maio de 2012.

O calendário 2012 das do 1º. Semestre está disponível no Mural de notícias de cada programa, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/programa3.do.

As normas e procedimentos para inscrição e matrícula em disciplina isolada estão disponíveis na link inscrições do SIGA de cada programa, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/programa2.do.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Curso de gestores: modelo para formação permanente


Informe ENSP, publicada em 03/01/2012
Isabela Schincariol

Cerca de 3.500 alunos já se formaram na segunda edição do Curso Nacional de Qualificação de Gestores do Sistema Único de Saúde (CNQGS II). Com um baixo número de evasão - percentuais muito menores do que o esperado para cursos a distância -, seus coordenadores já pensam na próxima versão. De acordo com o pesquisador do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP e integrante da Coordenação Nacional do CNQGS, Victor Grabois, a principal perspectiva é que o Ministério da Saúde abrace esse curso como o embrião de um programa de formação permanente da gestão em saúde. Ao todo, 7500 alunos estão participando desta segunda edição. Em sua primeira versão, o CNQGS formou mais cinco mil profissionais em todo o Brasil.

O encontro, que aconteceu no início do mês de dezembro de 2011, reuniu representantes de 14 estados brasileiros (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catariana e Rio Grande do Sul), coordenadores nacionais, estaduais, pedagógicos, dos tutores, além de representantes dos Conselhos de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e dos alunos participantes do curso. Segundo Grabois, a participação dos alunos nesse momento de avaliação foi um grande ganho.

"Essa participação, que foi bastante expressiva, contribui trazendo resultados imediatos no que se refere à validação do curso. Os alunos trouxeram contribuições bastante relevantes. Assim, pudemos ver os números alcançados, mas também pudemos ver de fato os efeitos positivos da validação deles no processo de avaliação", explicou ele.

Diferentemente da primeira versão, Victor contou que, nessa edição do CNQGS, as turmas não iniciaram as aulas agrupadas por estado. "Os inícios das turmas foram bastante distintos e, com isso, houve um momento em que 24 estados estavam aplicando o curso concomitantemente. Isso requereu um grande esforço de trabalho de toda a equipe, em especial da área operacional do curso, como os tutores, todo o acompanhamento pedagógico, suporte técnico, entre outros. Em alguns momentos, tivemos mais de seis mil alunos em formação, simultaneamente", descreveu Grabois.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Rede de Escolas em Saúde Pública ganha novo site

Fonte: Informe ENSP, publicada em 27/12/2011

Isabela Schincariol


Já está no ar a nova página eletrônica da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública. Com muitas novidades e ferramentas interativas, esse novo espaço tecnológico de compartilhamento foi totalmente reformulado e traz informações atualizadas sobre cursos, projetos, eventos, recursos de aprendizagem, agenda de encontros, notícias e também um local para compartilhamentos, fóruns, depoimentos e discussões sobre temas afins entre as 42 escolas e centros formadores que compõem a Rede. O objetivo da Rede - que tem sua secretaria executiva sob responsabilidade da ENSP - é promover a reflexão e o compartilhamento de experiências visando o fortalecimento das Escolas de Governo do SUS e a conformação de uma rede com ênfase nas estratégias de formação para o SUS, nos mecanismos de gestão de ensino da saúde pública de expressão nacional, na gestão do conhecimento e na incorporação de novas tecnologias de ensino.

A Rede de Escolas e Centros Formadores de Saúde Pública é um espaço de diálogo permanente entre essas instituições de ensino no Brasil. Ela é comprometida com uma cultura de cooperação, favorecendo a construção compartilhada, a circulação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências no interior do Sistema de Saúde e da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública.

Articulando escolas ligadas aos sistemas estaduais e municipais de saúde e centros universitários engajados nessas atividades nas cinco regiões do país, a Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública privilegia e promove o fortalecimento de vínculos já existentes e a criação de novos vínculos; olhares diferentes sobre o mesmo fenômeno; a capilaridade e disseminação das informações; a democratização das informações; a desarticulação da pirâmide clássica; o manejo de produtos relativamente uniformes considerando o nível de autonomia; o alcance de lugares bastante heterogêneos; o respeito às singularidades locais; o sentimento de pertencimento ao trabalho em grupo; o fortalecimento de expertises; a superação do trabalho isolado e fragmentado; e a pulverização de esforços e recursos destinados à formação em saúde.

O site da Rede foi desenvolvido pela equipe de analistas de Tecnologia de Informação da Coordenação de Comunicação Institucional (CCI/ENSP). Em maio de 2011, o Nodo-Brasil do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP) iniciou uma cooperação técnica com a Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública com a finalidade de disponibilizar materiais on-line e utilizar as ferramentas web do CVSP, buscando assim integrar as iniciativas das escolas e dar maior visibilidade à produção dos institutos. A Universidade Aberta do SUS é igualmente ligada ao Nodo-Brasil do CVSP.

Com a integração entre os três projetos - CVSP, UNA-SUS e Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública -, a Rede do CVSP ganha maior visibilidade de ações e, com isso, será possível a utilização de um repositório institucional para aporte de materiais, troca de experiências através das comunidades virtuais, oferta de cursos por meio da Plataforma Moodle, bem como a divulgação de notícias e eventos para toda a Rede Internacional do CVSP/Opas e para a internet como um todo.

A Rede tem sua secretaria executiva sediada na Escola Nacional de Saúde Pública e está sob a coordenação da pesquisadora da ENSP Tânia Celeste Matos Nunes. É formada por uma secretaria executiva, um grupo de condução e um conselho consultivo, que é composto, por sua vez, pela Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (Segetes/MS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasens). Esse corpo técnico se propõe a impulsionar os processos diretivos da Rede, acompanhando sua evolução e sugerindo programas de renovação.

Essas 42 instituições que formam a Rede se reconhecem como espaços favoráveis à construção de consensos em torno de uma educação permanente que valorize a transformação das práticas profissionais e da organização do trabalho e que fortaleça o controle social.



Políticas públicas de saúde e as associações nacionais

Fonte: Informe ENSP, publicada em 29/12/2011


Como as associações nacionais de saúde púbica e seus campos equivalentes trabalham com o tema da governança em saúde global? Para falar sobre esse assunto, que está totalmente em voga, o ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz e atual presidente da Federação Mundial de Associações de Saúde Pública, Paulo Buss, fez uma apresentação sobre a influência das associações de saúde pública nas políticas públicas de saúde, na qual também abordou questões importantes, como a reforma da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a visão fragmentada da saúde pelos Objetivos do Milênio.
Paulo Buss assumiu a presidência da Federação Mundial de Associações de Saúde Pública - uma das mais importantes instituições de saúde pública do mundo - em maio de 2011. A World Federation of Public Health Association, WFPHA na sigla em inglês, é uma organização internacional não governamental que reúne cerca de 90 associações nacionais de saúde pública - como a Abrasco, do Brasil - e associações continentais e regionais como as associações Europeia e Americana de Saúde Pública, além das federações de escolas de saúde pública da Europa e da América Latina, que são associações multiprofissionais e multidisciplinares. Ela atua basicamente no campo das políticas de saúde internacionais e, por meio de suas associadas nacionais, também age no campo das políticas nacionais de saúde.
Informe ENSP: Qual o papel da WFPHA e como são encaminhadas as discussões nacionais e internacionais por meio dela?
Paulo Buss: Além de presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro, a Associação tem um comitê executivo, que neste momento está formado pelos seguintes países: Etiópia, África do Sul, Brasil, Estados Unidos, Turquia, Inglaterra, Bangladesh, Índia, China e Japão. Ela também tem comitês de estatuto, finanças, prêmios, associações, nomeações e um específico de políticas. A WFPHA é composta de diversos grupos de trabalho, como ambiente, tabaco, educação em saúde pública e equidade global. É nesse último grupo que a Federação se move no campo da política internacional de saúde.
Trabalhamos com a ideia do direito à saúde e com uma justiça social que não pensa somente na equidade, mas também na não discriminação. Pois além da eliminação de todas as desigualdades em saúde, pensamos os temas da diversidade e da inclusão e a construção de parcerias, tanto para o aprendizado quando para a construção de capacidades, sobretudo de natureza política. Para tanto, contamos com a conduta ética dos associados nas suas respectivas práticas profissionais. O último plano estratégico da Associação, desenhado há quatro anos, aborda cinco objetivos. O primeiro deles é promover e desenvolver políticas globais efetivas para implementar a saúde das populações. Quando falamos em políticas globais de saúde, não estamos falando de sistemas de saúde propriamente ditos, mas, sim, de todas as políticas que influenciam o campo da saúde.
A nossa frequente presença em organizações como a Unicef, a Organização Internacional do Trabalho, a Organização Internacional da Migração é o que caracteriza esse primeiro objetivo para o qual trabalhamos. Obviamente, o outro foco de destaque é qualificar a prática, a pesquisa, a educação em saúde pública, expandir e reforçar a parceria interna. Para tanto, nosso objetivo político é apoiar a qualificação das organizações nacionais de saúde pública.
Como o cenário internacional é muito complexo, tem sido muito importante a maneira com a qual viemos trabalhando, fazendo o grande esforço de reunir informações sobre abordagens estratégicas em saúde pública, promover e influenciar pelo conhecimento que desenvolvemos. Neste momento, há mais de 300 iniciativas referentes à saúde global com uma enorme quantidade de players nesse campo. Por isso, é de extrema relevância conhecer esses atores, identificar seus interesses políticos, o que estão fazendo e também em nome do quê eles estão fazendo. Esse é um campo minado de interesses de toda ordem, e algumas vezes até um pouco escusos. A ideia é conhecer o cenário para tentar influir nessas políticas internacionais de saúde, tanto pela atuação direta nos fóruns, como pelo desenvolvimento e elaboração de documentos de posição.
No caso brasileiro, eu destaco a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) pela extraordinária condução política que vem fazendo, representando muito bem o nosso país no debate sobre as políticas de saúde no Brasil.