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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cultura de paz


Pensamos de maneira sistêmica
mas em qual direção? 

com Prof. Dr. Antonio Carlos Valença 

Quando pensamos de modo sistêmico, há garantia de que estamos nos encaminhando para boas escolhas, valores construtivos, propósitos sustentáveis?

Ao raciocinar e construir sentido contextualizado estamos indo além das balizas do pensamento reducionista-mecanicista. Crianças e adultos são capazes de afirmar, expandir, justapor, comparar, diferenciar, negar e contrapor conceitos. Tal processo repousa em estruturas profundas, arquetípicas, algumas condicionadas, que estão na base de nosso modelo mental.

Mas qual a finalidade e direção desse raciocínio? Seria de se esperar que esse dom precioso nos levasse para estruturas conceituais propiciadoras do solidário, sustentável, verdadeiro, justo, belo e bom. A maioria não deseja para si o feio, a injustiça, a mentira, o isolamento, a fragmentação.

quarta-feira, 21 de março de 2012

III Seminário Regional de Promoção da Saúde e Cultura de Paz

III Seminário Regional de Promoção da Saúde e Cultura de Paz

Turismo, mudanças ambientais regionais: Novos desafios para o enfrentamento das violências e promoção da cultura de paz

São José dos Campos, 18 de abril de 2012, das 8h as 17h
Anfiteatro da Faculdade de Direito. Campus Univap, Centro
Pç. Cândido Dias Castejón, 116 - Centro
São José dos Campos – SP
Mudanças sócio-ambientais e deslocamentos populacionais: como as redes de serviço respondem?

As mudanças ambientais globais modificam o perfil epidemiológico das comunidades, que se tornam mais suscetíveis às doenças transmissíveis e a outros agravos à saúde, como a violência e as condições mentais. Hoje,o ambiente é considerado em sua totalidade, e não mais dividido em natural e construído.

No Vale do Paraíba e Litoral Norte, projetos macro-econômicos sediados em alguns municípios causarão impactos ambientais, demográficos e sociais diretos sobre as cidades e sociedades. Seus desdobramentos embutem uma tensão: de um lado, a propagada vantagem econômica e social e, de outro, o risco de aumento da vulnerabilidade da população, em especial de sua parcela mais pobre . A atual rede municipal e regional de serviços sociais (educação, saúde, moradia, segurança pública é insuficiente e terá sua demanda aumentada pelo afluxo de pessoas, a trabalho ou a turismo. Como, nesse cenário, organizar nossas redes de serviço para que sejam promotoras da qualidade de vida das cidades e dos cidadãos, garantindo e ampliando os direitos conquistados?
Um convite à reflexão e à ação

Esse evento visa estimular a reflexão sobre a influência dos novos contextos econômicos regionais sobre a saúde e qualidade de vida das populações, de uma perspectiva sócio-ambiental e da estruturação da rede de serviços para responder às demandas sociais.

Convidamos todos a ampliar as conexões e relações entre as diferentes formas de pensar e agir nesta região (econômica, política, ambiental e social).

Inscrições pelo site: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=8242

ou no local no dia do evento

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nascimentos Humanizados - Promovendo a paz e a não-violência

90º Fórum do Comitê da Cultura de Paz Parceria Unesco - Palas Athena
a cargo da Dra. Daphne Rattner


No início do século passado, o parto era atendido majoritariamente no domicílio, por parteiras. As famílias tinham muitos filhos para que alguns resistissem às difíceis condições de vida à época, quando não havia antibióticos para prevenir e curar infecções.

A partir dos anos quarenta, começou a crescer a tendência à hospitalização dos partos, e chegamos no final do século passado com mais de 90% dos partos realizados em hospitais. Os avanços na antibioticoterapia e na disponibilidade de meios tecnológicos para diagnóstico e terapêutica, assim como a melhoria nas condições de vida, contribuíram de forma importante para a efetiva redução na mortalidade materna e neonatal.

O entusiasmo crescente com as possibilidades do desenvolvimento industrial do século XX influenciou todos os setores da atividade humana. Também no setor Saúde o componente técnico foi privilegiado em relação ao componente do cuidado, e a racionalidade mecânica ou industrial - apenas em função da produtividade - foi aplicada a muitos aspectos da atenção. Ainda que "dar à luz não seja uma doença ou processo patológico" (Marsden Wagner, 1982), a assistência a nascimentos também seguiu esse padrão industrial, e algumas maternidades agendam cesarianas como se fossem uma linha de produção de nascimentos, por conveniência de profissionais e das instituições, ostentando taxas de 70% e até 100% de cesáreas.

Por outro lado, tem crescido o número de pesquisas que identificam algumas práticas de atenção como formas de violência institucional, tanto para mulheres como para seus bebês, havendo trabalhos que salientam a importância da primeira vivência infantil como marcadora (imprinting) para a continuidade da vida desse recém-nascido.

Considerando a riqueza desse processo, que além de biológico, tem sido abordado como fenômeno cultural, social, sexual e espiritual, numa concepção holística, há um forte movimento nacional e internacional que propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.

É sobre esse importante aspecto da vida – o bom começo – que falaremos neste fórum, buscando compartilhar a perspectiva positiva de mudança nas práticas de atenção como uma contribuição para a redução da violência grassante em nossa sociedade


Entrada Franca
9 de agosto de 2011 ▪ terça-feira ▪ 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo

Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô
Não é necessário fazer inscrição antecipada

Mais informações:

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Medicina Integrativa

No dia 14 de junho acontece o 89º Fórum Temático do Comitê Cultura de Paz, com o tema “Medicina Integrativa – uma abordagem sistêmica em saúde”. O evento, com palestra de Paulo de Tarso Lima, será às 19 horas, no grande auditório do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A entrada é franca.
Mais informações: