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sexta-feira, 23 de março de 2012

Instituto de Saúde oferece cursos de aperfeiçoamento

Fonte: Agência Fapesp


O Instituto de Saúde (IS) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou o calendário dos Cursos de Aperfeiçoamento e Atualização para os Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (CurSUS) que promoverá em 2012.
O objetivo dos cursos é atualizar os conhecimentos dos profissionais da área da saúde, a partir dos trabalhos desenvolvidos por pesquisadores do próprio instituto.
Os cursos são gratuitos e direcionados a médicos, gestores dos níveis municipal e estadual, articuladores da Atenção Básica, interlocutores da saúde da mulher, da população negra e idosa, enfermeiros e nutricionistas, entre outros.
Para se inscrever, os interessados devem preencher a ficha de inscrição do curso que pretende participar. Junto à ficha, o candidato encontrará as informações referentes aos cursos, como objetivo, público-alvo, coordenadores, datas e horário das aulas, o número de vagas disponíveis e os critérios a serem utilizados pelo IS na escolha dos candidatos caso haja um número maior de inscritos do que de vagas disponíveis.
De acordo com o IS, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela instituição para promover e fortalecer a formação de trabalhadores da saúde, de modo a capacitar, incentivar e orientar indivíduos comprometidos com a consolidação do SUS no Estado de São Paulo.
A relação dos cursos bem como as datas em que serão realizados e o número de vagas podem ser acessados em www.isaude.sp.gov.br/?cid=1652.
As aulas serão realizadas na sede do IS, localizado na R. Santo Antonio, nº 590, no bairro da Bela Vista, em São Paulo (SP).
As inscrições estarão disponíveis on-line, sempre com antecedência de dois meses do início de cada curso.
Mais informações: o e-mail cursos@isaude.sp.gov.br ou             (11) 3293-2209      .

quarta-feira, 21 de março de 2012

Paralisação da saúde estadual



Em campanha salarial, trabalhadores públicos da saúde no estado de São Paulo param 48 horas para pressionar o governo Alckmin a negociar suas reivindicações

Fonte: SindSaúde

20/03/2012

A paralisação de 48 horas, dias 21 e 22 de março, foi deliberação dos trabalhadores em assembleia no dia 15 de março para pressionar o governo do estado a negociar a pauta de reivindicações.
A data-base da categoria é 1º de março. Desde que a lei foi aprovada em 2006, a data não tem sido respeitada pelo governo do estado.
O SindSaúde-SP, como representante dos trabalhadores públicos da saúde no estado de São Paulo, encaminhou a pauta ao governo e até o momento não recebeu nenhuma proposta concreta.
Além disso, parte dos trabalhadores está sofrendo cortes de direitos, como no adicional de insalubridade e no vale refeição.  Também sofre pressão para o cumprimento de jornada de 40 horas.
A jornada de 30 horas foi acordada com o governo do estado na década de 90, faltando regulamentar a jornada para a área administrativa da saúde.
O governo, representado pelos secretários de Gestão Pública, Davi Zaia, e da Saúde, Giovanni Cerri, pelo secretário adjunto da Saúde, José Manoel de Camargo Teixeira, e pelo coordenador de Recursos Humanos da Saúde, Haino Burmester, convocou reunião com o SindSaúde-SP ontem à tarde para tratar da paralisação e apresentar um compromisso de negociar alguns pontos da pauta.
A proposta do governo é instituir um grupo de trabalho, com a participação do SindSaúde-SP e prazo de 15 dias para apresentar solução, sobre a regulamentação da jornada de 30 horas, o adicional de insalubridade e a implementação da 1ª promoção de 40% da categoria, conforme definida na reestruturação da carreira (LC 1.157) aprovada em 2011.
A lei da reestruturação da carreira também prevê reajuste salarial de 7% a partir de julho de 2012. Os trabalhadores avaliaram o percentual insuficiente e reivindicam aumento salarial de 26%. O índice é o mesmo da campanha salarial do ano passado, tendo em vista que a carreira foi reestruturada, mas não houve aumento salarial.
O SindSaúde-SP solicitou que a proposta seja apresentada por escrito e também publicada em Diário Oficial. O Governo ficou de dar resposta até quinta-feira, 22/03.
No dia 23 de março, os trabalhadores realizarão nova assembleia para avaliar a paralisação e o andamento das negociações com o governo e deliberar os próximos passos da Campanha Salarial, inclusive a greve por tempo indeterminado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Livro reúne desafios do trabalhador da saúde


Informe ENSP, publicada em 07/02/2012

Os dilemas, o sofrimento, o desgaste e os processos laborais aos quais os trabalhadores da saúde estão submetidos em seu dia a dia foram reunidos e apresentados em um livro da Editora Fiocruz, organizado pelas pesquisadoras Ada Ávila Assunção, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Jussara Brito, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). A publicação Trabalhar na Saúde: experiências cotidianas para a gestão do trabalho e do emprego apresenta o panorama diário das atividades desses profissionais em diferentes níveis, abordando as formas pelas quais eles têm de lidar com vários tipos de problemas que, de alguma forma, afetam sua saúde.


A publicação é composta com nove capítulos, divididos em três partes, que articulam os desafios diários, a saúde de quem cuida e propõe reflexões sobre a instabilidade, a imprevisibilidade e as mudanças presentes nos processos de trabalho. A primeira parte é intitulada "Cotidianos, modos de saber-fazer no trabalho e a saúde de quem cuida". A segunda é "Sofrimento e desgaste associados ao trabalho no setor saúde", seguida da terceira e última, "Desenvolvimento das políticas de gestão do trabalho: tendências e desafios".

O livro se baseia no Relatório Mundial da Saúde de 2006, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconhece o aumento da insegurança e estresse para esses trabalhadores. Ainda de acordo com o relatório, esse fato se deve à complexidade da atual conjuntura, combinada aos problemas novos e antigos de origem diversa. Segundo as organizadoras da publicação, trata-se de uma tentativa de articular pesquisadores e fomentar reflexões sobre a atualidade do trabalho em saúde, especificamente das formas de produção social do SUS, em diferentes níveis de atenção e estados brasileiros.

O livro traz, segundo elas, "questões que se referem ao trabalho como uma atividade que mobiliza o sujeito em sua totalidade, isto é, seu corpo, sua inteligência, suas emoções e sua capacidade de se relacionar - que são convocados a fim de atender às exigências da produção, enfrentando, em muitas circunstâncias, o que não é assegurado pela estrutura técnico-organizacional. Em alguns capítulos, os autores examinam como os sujeitos fazem para desempenhar suas atividades, tendo em vista o estado que se encontram e a realidade que enfrentam".

O livro pode ser comprado na Editora Fiocruz.