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sexta-feira, 16 de março de 2012

Seminário discute experiências em redes de atenção


Aprofundar o debate acerca de alguns dos temas centrais à organização de redes de atenção, que estão em discussão hoje nas várias instâncias de gestão do SUS e que são essenciais à integração assistencial, é o objetivo do seminário internacional Integração Assistencial em Redes de Atenção à Saúde, que acontece nos dias 19 e 20 de março, no salão internacional da ENSP. O Seminário apresentará a experiência internacional nesses campos, através do caso do Sistema Nacional de Saúde Espanhol e da experiência da Comunidade Autônoma da Catalunha, buscando traçar paralelos e construir referências para o enfrentamento dos desafios de organização de redes de atenção no caso brasileiro. As inscrições devem ser feitas pelo email redesras@ensp.fiocruz.br ou no primeiro dia do evento. 

A palestra inaugural será proferida pelo vice-presidente da Fundação Instituto de Investigação em Serviços de Saúde de Valencia, Espanha, e editor-chefe da revista Gestión Clinica y Sanitari Ricardo Meneu, no dia 19 de março, às 10 horas. Em seguida, o seminário será composto por mais três mesas redondas, que discutirão o papel da autoridade sanitária; regionalização e descentralização; os instrumentos de planejamento; o modelo de atenção - perfis e funções dos níveis assistenciais e a articulação entre eles; a utilização de contratos e as diferentes estratégias e instrumentos de integração entre provedores. 

De acordo com a pesquisadora da ENSP e coordenadora do evento, Rosana Kuschnir, o objetivo da programação é aprofundar a reflexão acerca dos dilemas enfrentados pelo SUS no desafio de superar a fragmentação, tanto do ponto de vista da construção da política, como da provisão do cuidado. "A proposta é poder partilhar a discussão com acadêmicos, gestores e técnicos que enfrentaram os mesmos desafios e têm tido êxito experimentando estratégias e instrumentos de integração já há muitos anos. Conhecer a experiência internacional ajuda a compreender melhor nossos próprios dilemas, identificar o que há de comum com outros sistemas, e o que nos é específico ". 

Após os dois dias de palestra, também serão realizadas oficinas para aprofundamento dos temas, que, em conjunto com o Seminário, constituem-se num Curso de Atualização em Integração Assistencial em Redes de Atenção, dirigido a gestores e técnicos das três instâncias de governo envolvidos diretamente com a organização de redes de atenção e indicados por suas instituições.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sanitarista Eugênio Vilaça lança livro sobre o manejo das condições crônicas na Atenção Primária Sanitarista Eugênio Vilaça lança livro sobre o manejo das condições crônicas na Atenção Primária


Fonte: Boletim Portal Redes e APS

Será lançado em abril de 2012 o livro sobre O Cuidado das Condições Crônicas na APS de autoria de Eugênio Vilaça. A publicação é o primeiro produto do Laboratório de Inovações  Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária em Saúde no marco das RAS, desenvolvido pela OPAS/Brasil e o Conass. Saiba mais sobre o livro nesta entrevista exclusiva que Eugênio Vilaça concedeu à equipe do Portal para Gestores sobre Redes de Atenção e APS.


Para o autor, a Atenção Primária tem uma longa história no sistema público de saúde brasileiro que se inicia na primeira metade do século passado até chegar ao Programa da Saúde da Família (PSF). A análise do PSF mostrou que essa política de atenção primária foi um sucesso dentro dos limites em que ela se desenvolveu.  Contudo, a permanência de problemas estruturais não solucionados fez com que esse ciclo evolutivo do PSF se esgotasse. Para Vilaça, é necessário inaugurar um novo ciclo que vai se caracterizar pela consolidação da Estratégia da Saúde de Família (ESF). No livro, ele aponta os problemas estruturais que impedem a APS de ser resolutiva e ordenadora das Redes de Atenção à Saúde (RAS’s) e sugere soluções para cada um desses problemas.
Eugênio Vilaça descreve ainda, nessa obra, as principais mudanças na APS para o manejo das condições crônicas e traz experiências nacionais e internacionais de instituições de saúde que ousaram mudar o modelo de atenção.

1 – O que motivou a escrever o livro O Cuidado das Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde?

Eugênio Vilaça - São dois motivos básicos: primeiro é a dimensão da expansão das doenças crônicas e, outro, a crise fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS). A crise do SUS possui, de um lado, um componente de subfinanciamento muito forte, mas há outro, que mesmo tendo mais dinheiro não adiantaria que é a crise do modelo de atenção à saúde. Essa crise surge nos últimos 60 anos em função da mudança muito rápida tanto na transição demográfica como na situação epidemiológica. Na metade do século passado, quase metade das mortes eram decorrentes das condições agudas e hoje o percentual está abaixo de 5%.  A situação de saúde, nesse período, caracterizou-se por um envelhecimento muito rápido da população e um aumento muito grande das condições crônicas em geral e das doenças crônicas em particular. E o SUS não se adaptou a isso. Ainda temos uma situação de saúde com tripla carga de doenças, com doenças infecciosas e parasitárias convivendo com causas externas e com a grande hegemonia de doenças crônicas. Paralelo a isso, o sistema que praticamos ainda é um sistema gerado na metade do século passado voltado para as condições agudas. Isso não deu certo nos países ricos e não está dando certo aqui. Então, essa dimensão mais ampla, mais macro, repercute muito forte no ambiente micro, na forma como a clínica é feita, especialmente, a clínica médica. Esse sistema fragmentado, reativo, episódico e voltado para condições agudas e para as agudizações das condições crônicas não dá conta da hegemonia das condições crônicas. No plano micro, tal como revela a experiência internacional visitada no livro, a clínica dos eventos agudos não pode ser transplantada automaticamente para a clínica das condições crônicas. A resposta para essa crise no plano macro foi apontada com o livro sobre Redes de Atenção à Saúde (RAS’s) que mostra a necessidade de superar o sistema fragmentado, reativo, episódico por um sistema integrado, proativo e contínuo e que dê conta das condições agudas e das crônicas. As RAS’s já estão na agenda do SUS, na legislação e agora começa a ser implantada no Brasil. A experiência recente de implantação das RAS’s mostra que a maior dificuldade não está na média e alta complexidade, como o senso comum indica, mas na organização da APS para que ela resolva 85% dos problemas e para que ela ordene a RAS. Sem uma APS forte as RAS´s não operam. Acho que esse é o dilema que está no Brasil agora.  Há uma dificuldade muito grande de se entender isso. Há uma fixação muito grande nas políticas de média e alta complexidades. A APS que nós praticamos não dá conta da epidemia das condições crônicas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Livro: As redes de atenção à saúde


Lançamento AS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE de Eugênio Vilaça Mendes, disponível para download em http://new.paho.org/bra/apsredes/
A OPAS/OMS Brasil em parceria com Ministério da Saúde e o Conass lança a segunda edição do livro As Redes de Atenção à Saúde de autoria de Eugênio Vilaça Mendes. Trata-se de uma obra de fundamental importância e relevância para os temas Redes de Atenção e APS, com conteúdo coeso, baseado na melhor evidência disponível nessa área de conhecimento.

O SUS, como sistema dinâmico, precisa incorporar novos processos organizativos que permitam sua modelagem às transições epidemiológicas, demográficas, econômicas e sociais que permeiam a população brasileira. Esse livro traz subsídios e evidência de que as Redes de Atenção são o melhor arranjo para superar esses desafios e integrar os sistemas de saúde.

Ressaltamos ainda a capacidade e intelecto do autor desta obra, Eugênio Vilaça Mendes, uma das maiores referências científicas atuais no Brasil para o tema de Redes de Atenção e APS.
Convidamos a todos a verificar o valor da contribuição desse autor para o SUS e desfrutar do conhecimento e informações aqui contidos no livro.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lançamento Redes e Regionalização em Saúde no Brasil e na Itália

A OPAS/OMS Brasil está lançando mais um número da Série NavegadorSUS – Série Técnica sobre Redes Integradas de Atenção à Saúde – o livro trata do tema da Regionalização no contexto das Redes de Atenção à saúde.
O livro é o resultado de um esforço coletivo e contribuições de diferentes autores, refletindo o processo de descentralização e regionalização das ações e serviços de saúde no Brasil e na Itália.

Saiba mais e acesse a publicação aqui.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Curso: A Construção das Redes de Atenção à Saúde no SUS

A APSP e o Ministério da Saúde promovem o curso A Construção das Redes
de Atenção à Saúde no SUS. A atividade tem como público-alvo gestores e
profissionais da saúde e tem como objetivo aprofundar conhecimentos e
debater os conceitos e desafios envolvidos na construção das redes de
atenção à saúde no SUS.

Coordenação: Marília Louvison, doutora em Saúde Pública pela FSP/USP,
Médica da SES/SP e vice- presidente da APSP.

Quando: Dias 28 e 29 de julho: 9h às 18h.
Dia 30 de julho: 9h às 13h.

Onde: Auditório do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Avenida
Paulista, 688, 7º andar, metrô Brigadeiro).

Participe!
O evento é gratuito.

Mais informações:
(11) 3032-6209
apsp@apsp.org.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ENTREVISTA: Secretário de Atenção à Saúde fala sobre as estratégias do Ministério da Saúde na reorganização da Atenção Básica

Após sua passagem pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte/MG e pelo Conasems, Helvécio Miranda Magalhães Júnior assume a Secretaria de Atenção à Saúde com o desafio de reorientar o modelo de atenção vigente.
Em estrevista ao Portal da Organização Pan-Americana de Saúde sobre Redes de Atenção, o secretário fala sobre as estratégias para o alcance desse objetivo.

Veja aqui a entrevista.