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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

I Simpósio de Saúde Pública do Ministério Público de São Paulo


O Ministério Público de São Paulo promove o I Simpósio de Saúde Pública. O evento, que tem como tema “Os desafios contemporâneos do SUS e a atuação do Ministério Público”, acontece nos dias 10 e 11 de novembro. No dia 10 o evento será no Centro de Convenções Rebouças e no dia 11 na Escola Superior do Ministério Público, ambos na capital paulista.
A programação do dia 10 inclui curso pré-simpósio, cerimônia de abertura, palestra do Ministro da Saúde e lançamento do livro Direito Sanitário, seguidos de coquetel. No dia 11 acontecem as palestras do simpósio.
Para mais informações e inscrições, visite o site:
As vagas são limitadas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Simpósio de Saúde Pública do Ministério Público de São Paulo


O Ministério Público de São Paulo promove o I Simpósio de Saúde Pública. O evento, que tem como tema “Os desafios contemporâneos do SUS e a atuação do Ministério Público”, acontece nos dias 10 e 11 de novembro. No dia 10 o evento será no Centro de Convenções Rebouças e no dia 11 na Escola Superior do Ministério Público, ambos na capital paulista.
A programação do dia 10 inclui curso pré-simpósio, cerimônia de abertura, palestra do Ministro da Saúde e lançamento do livro Direito Sanitário, seguidos de coquetel. No dia 11 acontecem as palestras do simpósio.
Para mais informações e inscrições, visite o site:
As vagas são limitadas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ação tenta barrar ''porta dupla'' no SUS

Ministério Público pede liminar suspendendo efeitos da lei que permite a hospitais públicos destinar 25% dos atendimentos a pacientes de planos


Karina Toledo
O Estado de S.Paulo

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender os efeitos da Lei Complementar n.º.1.131/2010. A norma permite a hospitais estaduais geridos por Organizações Sociais (OSs) destinar 25% dos leitos e outros serviços a pacientes de planos privados. Para especialistas, a medida prejudica usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e oficializa a chamada "porta dupla" na rede.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e o Hospital de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus são os primeiros hospitais públicos autorizados pela Secretaria Estadual da Saúde a ofertar seus serviços a particulares. Mas a pasta pode estender a permissão a outros 24 hospitais estaduais geridos por OSs.
Segundo resolução publicada sábado no Diário Oficial do Estado, o atendimento nesses hospitais deverá ser feito "com equidade; garantindo que todos os usuários do serviço tenham acesso aos mesmos equipamentos, procedimentos médicos e tratamentos de saúde com a mesma qualidade". O texto também proíbe a reserva de leitos, de consultas e de atendimentos a particulares.
Mas, para o promotor Arthur Pinto Filho, o texto vai se tornar apenas uma "carta de intenções", por falta de fiscalização. "Quem poderia fazer esse controle é o conselho gestor dessas instituições. Mas os hospitais gerenciados por OSs não têm controle social. Não contam com conselhos gestores", explica.
Gargalo. Segundo o promotor, a norma permite que pacientes de planos rompam o sistema de entrada dos hospitais públicos e sejam recebidos diretamente na alta complexidade, ou seja, sem passar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e aguardar encaminhamento. A perda de 25% de leitos públicos, diz o MPE, vai sobrecarregar os hospitais municipais e aumentar o gargalo de atendimento na alta complexidade.
Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, afirma que ainda não foi definido como será o encaminhamento de pacientes de planos ao hospital que administra. "Terá de ser determinada uma unidade referenciadora, mas, uma vez referenciado, o tempo de espera do paciente de plano será o mesmo do usuário do SUS", diz.
Hoff ressalta que beneficiários de planos representam hoje cerca de 18% dos atendimentos do Icesp, mas as operadoras não fazem o ressarcimento ao SUS. Nos hospitais públicos que já prestam serviço a convênios, como o Incor, diz ele, o repasse recebido por pacientes de planos é quatro vezes maior que os repasse feito pelo SUS.
Para a especialista em saúde pública Ligia Bahia, o argumento de que a nova lei beneficia o serviço público ao criar uma segunda fonte de financiamento para os hospitais não deve se concretizar na prática. "As operadoras de planos vão colocar em sua rede credenciada hospitais públicos de ponta, mas vão pagar a eles menos do que pagam aos demais hospitais particulares credenciados. Isso já acontece no Incor, por exemplo."
Em nota, a Secretaria da Saúde afirma que os beneficiários de planos privados "já são encaminhados para as OSs por outros serviços de saúde" e diz que "este fluxo não será alterado". A pasta diz que fiscalizará o cumprimento da legislação "por intermédio de sua Coordenadoria de Contratos de Gestão dos Serviços de Saúde e de suas instâncias de regulação de vagas".
 
Opinião
LIGIA BAHIA, PROFESSORA DA UFRJ
O número de pacientes com plano cresceu e a rede das operadoras, não. Estão usando instalações públicas para aliviar a demanda dessas empresas.

Ação quer veto a leito para plano de saúde

Promotoria tenta suspender lei que permite hospital estadual terceirizado a destinar 25% de seus atendimentos a operadoras

Pacientes do SUS serão preteridos em hospitais de alta complexidade, afirma promotor; lei foi aprovada em 2010
Cláudia Collucci

Folha de São Paulo

O Ministério Público Estadual entrou ontem com ação civil pública em que pede, por meio de liminar, a suspensão da lei que permite os hospitais paulistas gerenciados por Organizações Sociais a destinar 25% de seus leitos a planos e seguros de saúde.
O Icesp (Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira) e Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini já foram autorizados pelo governo estadual a firmar contratos com os planos.
Para Arthur Pinto Filho, um dos autores da ação, usuários do SUS perderão 25% dos leitos em hospitais de alta complexidade. "Nessa área o gargalo é maior. Não há leito suficiente."
Segundo Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda-SP, que liderou a representação, os pacientes de planos terão privilégios sobre o do SUS.
"Os usuários de planos, com o diagnóstico em mãos, irão furar fila, enquanto os usuários do SUS aguardam meses até agendar e serem encaminhados. É assim que funciona a dupla porta do InCor e do complexo HC."
Paulo Hoff, diretor do Icesp, nega haver privilégio. "Será a mesma fila de espera, hotelaria, centro cirúrgico." Ele diz que não está definido como será o encaminhamento do paciente privado.
A Secretaria de Estado da Saúde informou, por meio de nota, que não foi notificada da ação, mas acredita que o entendimento do Ministério Público está equivocado.
"A regulamentação da lei proíbe reserva de leitos e privilégios a pacientes de planos de saúde, mas permite que os hospitais recebam dos planos por atendimentos prestados a seus clientes."
Em julho, o secretário da Saúde, Giovanni Cerri, disse que pacientes de planos já com um diagnóstico poderão agendar consultas diretamente no hospital público.