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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Saúde Mental Indignada Com a Política de Saúde do Governo do Estado de São Paulo


Atenção: Ato em frente à Secretária de Saúde dia 01/11/2011 às 10h.

A partir do anúncio de fechamento do Centro de Atenção Integral em Saúde Mental (CAISM) Água Funda - “David Capistrano da Costa Filho”, os trabalhadores do SUS, do CAISM Água Funda, usuários do serviço, familiares, entidades em defesa da Reforma Psiquiátrica ficaram indignados e iniciaram uma série de mobilizações para impedir a privatização e o fechamento deste serviço de excelência em saúde mental da grande São Paulo avaliado em 2005 pelo PNASH.
A proposta da Secretaria Estadual de Saúde é privatizar e extinguir o serviço de saúde mental transformando-o em um hospital para receber leitos para dependência química, mas somos contra que para isso se feche um serviço essencial de saúde mental  que atende em 4 programas:

- Hospital Dia (funcionando de acordo como um CAPS)
- Moradia Protegida com 34 moradores inseridos na comunidade
- Atendimento único no estado para dependente químico associado com doenças psíquicas graves.
- Atendimento para pacientes em crise.

Na sexta-feira dia 21 de outubro representantes do movimento em defesa do Água Funda denunciou no Conselho Estadual de Saúde que se colocou repudiando esta política.
Protocolamos em 24/10 denúncia no Ministério Público.
25/10 – Comissão Sindical de Base do SindSaúde - realização de Assembléia no CAISM Água Funda e o Deputado Gianazzi (PSOL) comprometeu-se a denunciar na OMS (Organização Mundial de Saúde).         Formamos uma comissão com mais de 40 pessoas e fomos para ALESP (Assembléia Legislativa Estado de São Paulo), denunciar na audiência pública na Comissão de Saúde liderado pelo deputado Marcos Martins (PT). Na ALESP denunciamos para os deputados de todos os partidos.
Na quinta-feira, 26/10/11 o movimento em defesa da Água Funda, a Comissão Sindical de base do Sindsaúde e o Sindsaúde, fizeram um grande ato no CAISM da Água Funda com trabalhadores, usuários, familiares e diversas entidades presentes apoiando. A Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia, o Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo, representantes do Conselho Municipal de Saúde, da Associação de Bairro da Água Funda, representantes de diversos sindicatos e fizeram um grande ato com mais de 250 pessoas com presença do Deputado Presidente da Comissão de Saúde Marcos Martins (PT), a presença do deputado Adriano Diogo (PT) e fizemos grande passeata pacifica e fechamos a Rodovia dos Imigrantes por 30minutos.
Reivindicamos a não privatização e a manutenção dos serviços de saúde mental existente.

Atenção: Ato em frente à Secretária de Saúde dia 01/11/2011 às 10h.

Comissão Sindical de Base do Sindsaude /
Sindicato Sindsaude/  Movimento em defesa do Água Funda 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Médicos fazem protesto por melhores salários em São Paulo, no Rio e no Paraná


Fonte: Uol
Médicos de São Paulo "enveloparam" a sede da Associação Paulista de Medicina (APM), no bairro da Bela Vista, em São Paulo, com a bandeira do Brasil na manhã desta terça-feira (25). O ato, que contou com a execução do Hino Nacional, é parte do "Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS", uma mobilização por melhores condições e melhor remuneração na saúde pública.
Em pelo menos 21 Estados, houve protestos ou suspensão do atendimento em unidades de saúde, com participação de 100 mil profissionais, segundo os organizadores do movimento - o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

De acordo com as entidades, o atendimento a casos de emergência e urgência estão sendo mantidos em todo o país.
No Estado de São Paulo, consultas eletivas foram suspensas nos hospitais Emílio Ribas, Servidor Público Estadual e no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O movimento conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), entre outras entidades.
No Rio de Janeiro, profissionais estenderam faixas em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) como parte da mobilização.
No Paraná, houve um ato público na Boca Maldita, no centro de Curitiba, com a distribuição de panfletos sobre a precariedade da saúde pública.
“Paralisar nossas atividades iria prejudicar aquele pelo qual estamos lutando na tentativa de melhorar a situação, que é o próprio paciente”, justificou o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Carlos Roberto Rocha, ressaltando que a categoria defende a melhoria no atendimento no SUS. Para isso, segundo o presidente, é necessário melhorar a gestão e aumentar os investimentos da rede pública de saúde. No Paraná, pouco mais da metade dos cerca de 19 mil médicos do estado atendem no SUS.
De acordo com Rocha, as condições precisam ser melhoradas com urgência principalmente nas cidades do interior. Segundo ele, 72% dos 300 mil médicos do Brasil trabalham nas regiões Sul e Sudeste. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são atendidas por apenas 28% dos médicos, informou.
A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná, o Sindicato dos Hospitais e a Associação do Hospitais do Paraná manifestaram, em nota divulgada hoje, solidariedade à mobilização dos médicos e ressaltaram o engajamento ao movimento nacional em defesa de uma nova realidade para o SUS.
Salários e falta de leitos
Segundo os organizadores, a média do salário-base do médico que cumpre jornada de 20 horas semanais, sem considerar gratificações, é de R$ 1.946,91, oscilando de R$ 723,81 a R$ 4.143,67 dependendo da unidade da federação. A Fenam defende um piso baseado em uma lei federal de 1961 que garantia, na época, que o piso fosse o equivalente a três salários mínimos. Assim, em valores atuais, o piso seria de R$ 9.188,22.
Outra queixa é a falta de leitos hospitalares - entre 1990 e 2011, o país teria perdido 203 mil leitos. Segundo os médicos, houve perda na distribuição geral dos leitos do SUS em todas as regiões, exceto no Norte, onde teria havido variação positiva de 3.213 leitos. Em 20 Estados, a média de leitos de UTI por habitante fica abaixo da nacional, que é de 1,3. Além disso, argumenta o CFM, o Brasil perde dos vizinhos Argentina, Uruguai e Chile, quando comparado o investimento per capita na área.
*Com informações da Agência Estado e da Agência Brasil
Médicos envelopam sede da Associação Paulista dos Médicos no centro de São Paulo