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sexta-feira, 9 de março de 2012

Dilma diz que vai monitorar pessoalmente os hospitais do SUS

Fonte: Brasil Econômico

A presidente Dilma Rousseff disse ontem que vai monitorar pessoalmente o funcionamento dos principais hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de monitores instalados em seu gabinete. A presidenta considerou que as mulheres, como ela, gostam de cuidar das coisas de perto "sabendo todos os detalhes".


"Vou ter em meu gabinete, monitores ligados a câmeras para que eu, e meus assessores, possamos ver como está o atendimento nos principais hospitais e como vai o andamento das grandes obras. É assim que nós mulheres gostamos de cuidar das coisas, sabendo todos os detalhes", disse.


Dilma afirmou que pediu ao Ministério da Saúde que telefone para cada mulher que fizer o parto pelo SUS para avaliar o atendimento e prometeu ampliar os canais oficiais de ouvidoria.


De acordo com a presidente, o governo pretende ampliar neste ano os serviços de atendimento às mulheres em situação de violência. A meta, de acordo com Dilma Roussef, é chegar a 1,1 mil unidades de atendimento, nos moldes exigidos pela Lei Maria da Penha.


"Vamos reforçar o pacto nacional de enfrentamento da violência contra a mulher que já articula, com êxito, ações nos 27 estados brasileiros. A mulher brasileira merece cada vez mais justiça, amor e paz. Isso tem que começar em cada lar. Desde 2006, temos na Lei Maria da Penha um instrumento poderoso para coibir a violência doméstica familiar contra a mulher." (ABr)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lotado, hospital corta atendimento a pacientes do SUS

Pronto-Socorro do Santa Marcelina em Itaquera passa a aceitar apenas pessoas que tenham plano de saúde

Cartazes dizem que lotação levou ao corte do serviço; funcionária pede R$ 200 para fazer atendimento a menina

Fonte: Folha de São Paulo
Rafael Italiani

DO "AGORA"
O pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina que atendia pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), em Itaquera, zona leste de São Paulo, está fechado desde anteontem. Cartazes e faixas informam que, por superlotação, a unidade fechará por tempo indeterminado.
Apenas o pronto-socorro que recebe pacientes com planos de saúde continua funcionando normalmente.
Já na parte destinada ao SUS foram colocadas cadeiras para bloquear a entrada. Segundo o hospital, o pronto-socorro fazia cerca de 30 mil atendimentos por mês.
De acordo com funcionários, emergências pelo SUS são atendidas após uma triagem, que avalia a gravidade de cada caso -na entrada, porém, não havia ninguém para informar os pacientes.
A entidade filantrópica Santa Marcelina também gerencia Unidades Básicas de Saúde da prefeitura -atua em bairros da zona leste e Cajamar, na Grande São Paulo.
"Isso é caso de polícia", afirmou a dona de casa Almerinda Vieira Sampaio, 38, que levava no colo a filha de dois anos que havia sofrido convulsão durante a noite.
Segundo ela, uma funcionária disse que, para a menina conseguir a consulta, teria de pagar R$ 200. Almerinda levou a filha até uma unidade de pronto-atendimento em São Mateus (zona leste), onde a criança foi atendida.
Em abril, o hospital já sofria com superlotação, mas não havia placas informando a situação ou cadeiras bloqueando a entrada. Panfletos eram entregues aos pacientes com endereços de unidades de saúde próximas.

OUTRO LADO

Santa Marcelina lamenta e diz que não há vagas


DO "AGORA"

Em nota, o Hospital Santa Marcelina lamentou a situação e disse que a unidade encontra-se com dificuldade no fluxo de vagas, em razão da alta demanda de casos graves, com risco de morte.
O hospital reiterou que o fechamento por tempo indeterminado se deve à superlotação. Informou ainda que existe deficiência de equipamentos e espaço, mas que o atendimento ambulatorial funciona normalmente.
A Secretaria Municipal da Saúde disse que a população da região pode recorrer aos hospitais Alípio Correa Neto (em Ermelino Matarazzo), Waldomiro de Paula (Itaquera) e Tide Setúbal (São Miguel Paulista), além da AMA (ambulatório da prefeitura) de Ermelino Matarazzo.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reforços no sistema

Fonte: Valor Econômico

Repletas de usuários por conta do crescimento econômico do país, da expansão do mercado de trabalho formal e do aumento da renda dos brasileiros, as operadoras de planos de saúde anunciam investimentos na ampliação da capacidade física de hospitais e laboratórios e na modernização dos equipamentos médicos. A estratégia para responder a demanda por serviços médicos é a mesma na rede hospitalar privada, que obtém a maior parte de sua receita no atendimento aos beneficiários da medicina de grupo e das cooperativas médicas.
Apenas nos Estados da região Sudeste, que concentram mais de 65% dos contratos de planos de saúde e a maior rede hospitalar do país, os investimentos chegam a mais de R$ 1 bilhão. Pelo menos quatro novos empreendimentos deverão abrir mais de mil leitos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, além de um em Recife.
"Ao se olhar os grandes prestadores hospitalares se verificará que todos tiveram investimentos em números de leitos e equipamentos modernos, inclusive com novos aparelhos cirúrgicos de robótica", diz o ex-ministro da Previdência José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de planos de saúde responsáveis pelo atendimento de 20,2 milhões de beneficiários.
"Tem hospital inaugurando todos os dias, principalmente na região Sudeste", afirma Henrique Salvador, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), entidade que reúne 43 das maiores e mais importantes instituições hospitalares do país.
As maiores novidades ainda estão em obras ou na fase de elaboração de projetos. A Amil promete inaugurar até o fim do ano o Hospital das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com investimento R$ 240 milhões. O complexo formado por cinco prédios terá 395 leitos e 285 consultórios que irão compor um mix de especialidades e serão interligadas ao hospital por intranet com transmissão de dados e imagem que permitirá fácil acesso às informações de cada paciente e ao seu prontuário eletrônico.
A Unimed, que inaugurou no fim de 2010 uma unidade hospitalar própria, com investimento de R$ 200 milhões e capacidade para atendimentos de urgência e emergências na Barra da Tijuca, no Rio, investiu outros R$ 20 milhões, só em equipamentos, para um novo hospital no Recife, em Pernambuco, com capacidade para 166 leitos e 7.000 cirurgias mensais.
O Grupo Memorial, que assumiu o controle da Assim Saúde, dona da maior rede hospitalar própria da América Latina com 35 hospitais, também já anunciou investimentos em 2011 para a aquisição e melhoria das instalações e equipamentos de três unidades de saúde no Rio.
Em Belo Horizonte, o grupo Mater Dei já iniciou as obras de um novo hospital, com mais de 3 mil metros quadrados de CTI e capacidade para 300 leitos. A obra vai custar R$ 250 milhões e deverá ficar pronta até 2014.
O grupo D'Or, que tem 17 hospitais próprios anuncia a construção de duas novas unidades: o Caxias D'Or, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e o Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, um hospital cinco estrelas que será construído com investimentos de R$ 115 milhões e capacidade para 130 leitos.
Na capital paulista pelo menos cinco redes ampliaram suas instalações ou inauguraram novas unidades. O Albert Einstein ganhou, em 2010, um novo espaço em Perdizes-Higienópolis, de 1.890 metros quadrados e novidades tecnológicas como o acelerador linear, que permite múltiplos tratamentos, além de acesso reservado para garantir a privacidade dos pacientes.
O Samaritano acaba de inaugurar as novas instalações de sua Unidade de Fisioterapia. Resultado de cerca de R$ 400 mil em investimentos, o projeto permitirá a ampliação do número de atendimentos de 240 para 1.200 por mês. O Oswaldo Cruz inaugurou, em 2010, novas instalações no Campo Belo, na Zona Sul, com 1.600 metros quadrados, capacidade para a realização de exames, consultas e pequenas cirurgias, além de dois programas que não existem na sede: reabilitações neurológica e cardiopulmonar. Para construir o espaço foram desembolsados R$ 10 milhões.
O Sírio Libanês, que investiu R$ 35 milhões em sua primeira unidade externa no Itaim Bibi, também na Zona Sul de São Paulo, com um centro cirúrgico e um centro de oncologia e capacidade para atender cerca de 9.000 pacientes por mês, tem outros projetos de expansão e até 2012 planeja gastar R$ 600 milhões na ampliação de sua sede.
"Além de leitos, tem crescido a oferta de novas áreas de oncologia, de laboratórios de diagnóstico, de serviços de imagem e de vagas nos centros de terapia intensiva (CTI)", diz Henrique Salvador, da Anahp. O Centro Check Up, inaugurado no 36º andar de um dos prédios mais altos da região central do Rio de Janeiro, é um exemplo. A obra custou R$ 1 milhão ao Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG), um dos principais do setor de saúde do Estado, e reúne oftalmologistas, cardiologistas, urologistas, ginecologistas e pneumologistas para atender clientes como a Eletrobras e os executivos que trabalham no centro financeiro da capital fluminense.
Para captar os recursos necessários aos novos investimentos algumas operadoras de medicina de grupo e laboratórios já há alguns anos abriram capital e ingressaram na bolsa de valores. O pioneiro foi a Diagnósticos da América (Dasa), maior empresa de medicina diagnóstica da América Latina, em 2004, seguido da Medial Saúde, que acabou falindo e foi absorvida pela Amil, que por sua vez lançou ações por meio da Amil Participações. Odontoprev e Tempo Participações, que atua no segmento de planos de saúde e odontológicos e na assistência especializada, também têm ações na bolsa.