Informe ENSP, publicada em 03/01/2012
Isabela SchincariolO encontro, que aconteceu no início do mês de dezembro de 2011, reuniu representantes de 14 estados brasileiros (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catariana e Rio Grande do Sul), coordenadores nacionais, estaduais, pedagógicos, dos tutores, além de representantes dos Conselhos de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e dos alunos participantes do curso. Segundo Grabois, a participação dos alunos nesse momento de avaliação foi um grande ganho.
"Essa participação, que foi bastante expressiva, contribui trazendo resultados imediatos no que se refere à validação do curso. Os alunos trouxeram contribuições bastante relevantes. Assim, pudemos ver os números alcançados, mas também pudemos ver de fato os efeitos positivos da validação deles no processo de avaliação", explicou ele.
Diferentemente da primeira versão, Victor contou que, nessa edição do CNQGS, as turmas não iniciaram as aulas agrupadas por estado. "Os inícios das turmas foram bastante distintos e, com isso, houve um momento em que 24 estados estavam aplicando o curso concomitantemente. Isso requereu um grande esforço de trabalho de toda a equipe, em especial da área operacional do curso, como os tutores, todo o acompanhamento pedagógico, suporte técnico, entre outros. Em alguns momentos, tivemos mais de seis mil alunos em formação, simultaneamente", descreveu Grabois.
De acordo com Victor, dois aspectos desta edição do CNQGS devem ser destacados: o aproveitamento das vagas oferecidas pelo curso e a porcentagem do nível de evasão. Em relação às vagas, elas foram 100% aproveitadas, pois todas foram preenchidas. Já sobre o abandono do curso, "quando comparamos o nível de evasão dos 14 estados que se formaram agora com os mesmo estados durante a primeira versão, percebemos que o nível de evasão caiu de 18 para 11%. Também vale destacar que, entre esses 14 estados analisados, cinco deles tiveram taxa de evasão menor do que 10%. Em termos de curso a distância, este número é fantástico!", disse Victor.
Para a próxima edição, a ideia é fazer um aperfeiçoamento ainda maior do material didático e também do uso das redes sociais. Além disso, existe a vontade de promover um encontro para reunir experiências exitosas dos alunos. Outra importante perspectiva da coordenação é que o Ministério da Saúde abrace esse curso como o embrião de um programa de formação permanente da gestão em saúde.
A segunda reunião de avaliação do CNQGS II contará com a presença dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal.
O curso CNQGS foi idealizado pela ENSP e tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento de capacidades para a gestão dos diferentes níveis do SUS, referenciada na regionalização da atenção à saúde. A Coordenação Geral do curso está a cargo da ENSP por intermédio dos pesquisadores do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP) Walter Mendes, Roberta Gondim, Victor Grabois e Carmen Aprato.
Esse programa de qualificação para a gestão do SUS é uma iniciativa da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública. Como se trata de uma ação de envergadura nacional, está em consonância com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde e com as instâncias de deliberação tripartite e bipartite do SUS, como o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e as Comissões Intergestores Bipartite dos estados brasileiros. Sua proposta surgiu a partir de uma demanda do capítulo da saúde do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui a capacitação da gestão na saúde.
Fotos: Galeria do site do CNQGS II
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