“A Campanha da Fraternidade é um tempo especial
para a conversão do coração, através da prática da oração, do jejum e da esmola,
como processo de abertura necessária para sermos tocados pela grandeza da vida
nova que nasce da cruz e da ressurreição”, disse dom Leonardo.
Em seu discurso, o secretário geral da CNBB disse
que houve “significativos avanços” nas últimas décadas da saúde pública no país,
como o aumento da expectativa de vida da população, a drástica redução da
mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e a
eficácia da vacinação e do tratamento da Aids, elogiada internacionalmente.
O bispo auxiliar de Brasília ressaltou não ser exagero dizer que a saúde pública no país “não vai bem”. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, hoje globalizada, que não tem, muitas vezes, como horizonte os valores ético-morais e sociais”.
Sobre o corte de cinco bilhões de reais da área da saúde, dom Leonardo destacou que esta decisão do governo preocupa e frustra “a expectativa da população por maior destinação de recurso à saúde” após a discussão da Emenda Constitucional 29.