Agência Fapesp
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou um novo site destinado à divulgação de concursos e processos seletivos para contratação de docentes.
Com conteúdo em português e inglês, o serviço lista todos os concursos e processos seletivos abertos na universidade, procura esclarecer as dúvidas mais frequentes dos interessados em ingressar na carreira do magistério superior e também explica como funciona o Programa Professor Visitante.
Esse programa da Unicamp oferece a pesquisadores doutores com experiência acadêmica internacional a oportunidade de desenvolver atividades de ensino e pesquisa na universidade pelo período de um a dois anos.
O site também permitirá o envio de boletins com informações sobre novos concursos e processos seletivos para todos os usuários cadastrados.
“A criação do site se insere no esforço da administração central de divulgar oportunidades docentes e ampliar o número de candidatos qualificados do Brasil e do exterior que se inscrevem para os concursos públicos da carreira docente”, disse Ronaldo Pilli, pró-reitor de Pesquisa da Unicamp.
Além do novo site, a Pró-Reitoria de Pesquisa criou um banco de currículos de pesquisadores interessados em participar do Programa Professor Visitante. O banco, com cerca de 180 currículos cadastrados, pode ser acessado pelos diretores de todas as unidades de ensino e pesquisa que desejarem buscar perfis profissionais de potencial interesse.
Atualmente, três professores visitantes estão em atividade pelo programa: Alan Hazell e François Artiguenave, na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), e Mario Bernal, no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW). Outros dois devem assumir suas posições neste segundo semestre – um na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) e outro na Faculdade de Tecnologia (FT), em Limeira, e há cinco candidaturas ainda sob análise das unidades.
“Os esforços em torno do Programa Professor Visitante visam a atrair os melhores candidatos do Brasil e do exterior para exercer atividades docentes na Unicamp”, disse o reitor Fernando Costa.
Mais informações: www.reitoria.unicamp.br/concursos
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
SGEP realiza videoconferência quinta-feira às 14h
Evento terá como tema Promoção da Equidade em Saúde
Fomentar o debate sobre equidade, com foco nas principais demandas de acesso e acolhimento dos serviços de saúde. É com este propósito que o Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa (Dagep), da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, do Ministério da Saúde (SGEP-MS) realizará, dia 18 de agosto, uma videoconferência que será transmitida da sala do Datasus, em Brasília, a partir das 14 horas.
Gestores, conselheiros de saúde estaduais, municipais e representantes dos movimentos sociais de todo o país estão se articulando, com apoio do Dagep, para participar da videoconferência. O evento será transmitido também em tempo real no site http://www.saude.gov.br/emtemporeal e os interessados podem encaminhar perguntas para mailto:gestaoparticipativa%40saude.gov.br.
Segundo a diretora do Dagep, Julia Roland, o evento será um momento importante para pautar a promoção da equidade em saúde e sensibilizar as pessoas que almejam se eleger delegadas da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
14ª CNS – As Conferências de Saúde vêm acontecendo há 70 anos no Brasil. Com o tema central “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro, a 14ª Conferência vai tratar de temas primordiais para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Destacam-se questões como acesso e acolhimento com qualidade, colocada como desafio e prioridade da atual gestão do MS; participação da comunidade e controle social, política de saúde na seguridade social, financiamento, Pacto pela Saúde e relações público-privado. A expectativa é que mais de dois mil delegados de todo o Brasil participem do evento, que acontece de 30 de novembro a 4 de dezembro, em Brasília.
Fomentar o debate sobre equidade, com foco nas principais demandas de acesso e acolhimento dos serviços de saúde. É com este propósito que o Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa (Dagep), da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, do Ministério da Saúde (SGEP-MS) realizará, dia 18 de agosto, uma videoconferência que será transmitida da sala do Datasus, em Brasília, a partir das 14 horas.
Gestores, conselheiros de saúde estaduais, municipais e representantes dos movimentos sociais de todo o país estão se articulando, com apoio do Dagep, para participar da videoconferência. O evento será transmitido também em tempo real no site http://www.saude.gov.br/emtemporeal e os interessados podem encaminhar perguntas para mailto:gestaoparticipativa%40saude.gov.br.
Segundo a diretora do Dagep, Julia Roland, o evento será um momento importante para pautar a promoção da equidade em saúde e sensibilizar as pessoas que almejam se eleger delegadas da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
14ª CNS – As Conferências de Saúde vêm acontecendo há 70 anos no Brasil. Com o tema central “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro, a 14ª Conferência vai tratar de temas primordiais para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Destacam-se questões como acesso e acolhimento com qualidade, colocada como desafio e prioridade da atual gestão do MS; participação da comunidade e controle social, política de saúde na seguridade social, financiamento, Pacto pela Saúde e relações público-privado. A expectativa é que mais de dois mil delegados de todo o Brasil participem do evento, que acontece de 30 de novembro a 4 de dezembro, em Brasília.
Mudam critérios para hospitais filantrópicos
Karina Toledo
O Estado de S.Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou ontem uma portaria que altera os critérios para obtenção do certificado de filantropia por hospitais e Santas Casas que prestam atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Embora tenha sido mantido o porcentual mínimo de 60% do atendimento dedicado ao SUS, passam a ser contabilizados nessa cota os tratamentos ambulatoriais, como quimioterapia, e pequenas cirurgias que não exigem internação. No caso dos hospitais especializados em oftalmologia ou oncologia, 100% do atendimento poderá ser ambulatorial. Antes, apenas as internações eram levadas em conta.
Além disso, atendimentos em setores considerados estratégicos pelo Ministério da Saúde, como urgência e emergência, oncologia, cuidado a dependentes de álcool e drogas e assistência materno-infantil, passam a ter peso maior para obtenção ou renovação do certificado de filantropia.
A portaria prevê também a criação de outros critérios para obtenção do título, como apoio ao ensino, à promoção da saúde e às casas de apoio à gestante, a dependentes químicos e a pacientes oncológicos. "A ideia é estimular os hospitais a oferecer ao SUS mais serviços nas áreas consideradas prioritárias", explica Padilha. "Estamos saindo de uma visão de que a atenção à saúde é só leito hospitalar."
Também ontem foi anunciado aumento de R$ 300 milhões nos recursos repassados aos hospitais que aceitam entrar no programa de metas do ministério - chamado incentivo de adesão à contratualização (IAC). Hoje, 700 hospitais participam do IAC.Outros R$ 12 milhões provenientes do Timemania serão repassado a 170 entidades com projetos aprovados pelo Ministério.
O Estado de S.Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou ontem uma portaria que altera os critérios para obtenção do certificado de filantropia por hospitais e Santas Casas que prestam atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Embora tenha sido mantido o porcentual mínimo de 60% do atendimento dedicado ao SUS, passam a ser contabilizados nessa cota os tratamentos ambulatoriais, como quimioterapia, e pequenas cirurgias que não exigem internação. No caso dos hospitais especializados em oftalmologia ou oncologia, 100% do atendimento poderá ser ambulatorial. Antes, apenas as internações eram levadas em conta.
Além disso, atendimentos em setores considerados estratégicos pelo Ministério da Saúde, como urgência e emergência, oncologia, cuidado a dependentes de álcool e drogas e assistência materno-infantil, passam a ter peso maior para obtenção ou renovação do certificado de filantropia.
A portaria prevê também a criação de outros critérios para obtenção do título, como apoio ao ensino, à promoção da saúde e às casas de apoio à gestante, a dependentes químicos e a pacientes oncológicos. "A ideia é estimular os hospitais a oferecer ao SUS mais serviços nas áreas consideradas prioritárias", explica Padilha. "Estamos saindo de uma visão de que a atenção à saúde é só leito hospitalar."
Também ontem foi anunciado aumento de R$ 300 milhões nos recursos repassados aos hospitais que aceitam entrar no programa de metas do ministério - chamado incentivo de adesão à contratualização (IAC). Hoje, 700 hospitais participam do IAC.Outros R$ 12 milhões provenientes do Timemania serão repassado a 170 entidades com projetos aprovados pelo Ministério.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Arthur Chioro: Planos privados de saúde vão economizar e paulistas pagarão a conta
por Conceição Lemes
Viomundo
Nessa semana, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) deu entrada à ação civil pública contra a lei complementar nº 1.131/2010, que permite aos hospitais públicos geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSs) destinar até 25% dos seus leitos e serviços para planos de saúde e particulares.
A lei da Dupla Porta, como é conhecida, é do ex-governador Alberto Goldman (PSDB), obteve aprovação da Assembleia Legislativa e foi regulamentada em julho de 2011 pelo atual governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A ação do MPE responde à representação de diversas entidades da sociedade civil, entre as quais o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo. Em assembleia realizada na cidade de Santos, em 31 de março, o Cosems-SP votou por unanimidade contra a lei paulista. O Cosems-SP representa os 645 municípios do estado.
“A lei 1.131/2010 é uma política Robin Hood às avessas, tira dos mais pobres para dar às empresas privadas de saúde e aos mais abastados”, denuncia o médico Arthur Chioro, atual presidente do Cosems-SP e secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, no Grande ABC. “Reduz em até 25% a capacidade dos hospitais públicos que hoje já é insuficiente para atender aos usuários do SUS. É uma afronta às constituições estadual e federal. É uma lei anti-SUS [Sistema Único de Saúde].”
“Em fevereiro deste ano, durante audiência, os sete prefeitos do ABC pressionaram o secretário estadual de Saúde [Guido Cerri] contra a lei 1.1.31/2010”, revela Chioro. “Ele tranquilizou-os, dizendo que os hospitais mantidos pelo estado no ABC por meio de OSs não entrariam nessa lógica de vender leitos e serviços para planos de saúde e particulares. Disse também que estava pensando em adotar essa política para o Icesp e o Brigadeiro. Foi o que aconteceu. Eles são as jóias da coroa, que aliviarão os custos dos planos privados de saúde e todos os cidadãos paulistas pagarão por isso.”
Chioro presenciou a audiência. O Icesp é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. O Brigadeiro é o atual Instituto de Transplantes do Estado de São Paulo “Dr. Euryclides de Jesus Zerbini”. São hospitais públicos de alta complexidade, seguramente de ponta nas respectivas áreas.
Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Chioro já foi secretário da Saúde de São Vicente (Baixada Santista), diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde e consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). É a segunda vez que ocupa a presidência do Cosems-SP.
Sugiro que leiam a entrevista dele na íntegra. Depois, respondam nos comentários: a lei paulista que reserva leitos dos hospitais públicos para usuários de planos de saúde e particulares é ética?
Viomundo – O senhor costuma dizer que a lei 1.131/2010 é uma política Robin Hood às avessas. Por quê?
Arthur Chioro – O Robin Hood tirava dos ricos para dar aos pobres. A lei 1.131/2010 faz o oposto. Tira dos pobres para dar à classe média alta, aos planos privados de saúde. Por isso eu a chamo de Robin Hood às avessas. Ela rompe o princípio da equidade, que é um dos princípios do SUS: cuidar mais de quem precisa.
Viomundo – De que maneira?
Arthur Chioro – De duas formas. Primeiro, na fonte, na origem. Depois, no acesso aos hospitais públicos de alta complexidade.
Viomundo
Nessa semana, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) deu entrada à ação civil pública contra a lei complementar nº 1.131/2010, que permite aos hospitais públicos geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSs) destinar até 25% dos seus leitos e serviços para planos de saúde e particulares.
A lei da Dupla Porta, como é conhecida, é do ex-governador Alberto Goldman (PSDB), obteve aprovação da Assembleia Legislativa e foi regulamentada em julho de 2011 pelo atual governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A ação do MPE responde à representação de diversas entidades da sociedade civil, entre as quais o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo. Em assembleia realizada na cidade de Santos, em 31 de março, o Cosems-SP votou por unanimidade contra a lei paulista. O Cosems-SP representa os 645 municípios do estado.
“A lei 1.131/2010 é uma política Robin Hood às avessas, tira dos mais pobres para dar às empresas privadas de saúde e aos mais abastados”, denuncia o médico Arthur Chioro, atual presidente do Cosems-SP e secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, no Grande ABC. “Reduz em até 25% a capacidade dos hospitais públicos que hoje já é insuficiente para atender aos usuários do SUS. É uma afronta às constituições estadual e federal. É uma lei anti-SUS [Sistema Único de Saúde].”
“Em fevereiro deste ano, durante audiência, os sete prefeitos do ABC pressionaram o secretário estadual de Saúde [Guido Cerri] contra a lei 1.1.31/2010”, revela Chioro. “Ele tranquilizou-os, dizendo que os hospitais mantidos pelo estado no ABC por meio de OSs não entrariam nessa lógica de vender leitos e serviços para planos de saúde e particulares. Disse também que estava pensando em adotar essa política para o Icesp e o Brigadeiro. Foi o que aconteceu. Eles são as jóias da coroa, que aliviarão os custos dos planos privados de saúde e todos os cidadãos paulistas pagarão por isso.”
Chioro presenciou a audiência. O Icesp é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. O Brigadeiro é o atual Instituto de Transplantes do Estado de São Paulo “Dr. Euryclides de Jesus Zerbini”. São hospitais públicos de alta complexidade, seguramente de ponta nas respectivas áreas.
Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Chioro já foi secretário da Saúde de São Vicente (Baixada Santista), diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde e consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). É a segunda vez que ocupa a presidência do Cosems-SP.
Sugiro que leiam a entrevista dele na íntegra. Depois, respondam nos comentários: a lei paulista que reserva leitos dos hospitais públicos para usuários de planos de saúde e particulares é ética?
Viomundo – O senhor costuma dizer que a lei 1.131/2010 é uma política Robin Hood às avessas. Por quê?
Arthur Chioro – O Robin Hood tirava dos ricos para dar aos pobres. A lei 1.131/2010 faz o oposto. Tira dos pobres para dar à classe média alta, aos planos privados de saúde. Por isso eu a chamo de Robin Hood às avessas. Ela rompe o princípio da equidade, que é um dos princípios do SUS: cuidar mais de quem precisa.
Viomundo – De que maneira?
Arthur Chioro – De duas formas. Primeiro, na fonte, na origem. Depois, no acesso aos hospitais públicos de alta complexidade.
Saúde da Família adota jornada de meio período para não perder médicos
Lígia Formenti / BRASÍLIA
O Estado de S.Paulo
Para driblar a falta de médicos do Programa Saúde da Família (PSF) e tornar a carreira mais atrativa, o governo vai criar alternativas para a jornada de trabalho dos profissionais. Além da opção de 40 horas semanais, eles poderão cumprir 20 ou 30 horas, com remuneração reduzida.
Com a mudança, o programa perde seu diferencial: a maior permanência do médico no serviço, o que, em tese, estreitaria o vínculo com a população.
O governo correu com a medida após ter constatado aumento na evasão de médicos dos serviços públicos. A fuga de profissionais é resultado do aperto na fiscalização do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, que revelou esquema de médicos e outros profissionais para receber por trabalhos não realizados. Uma nova regra passou então a limitar os vínculos dos profissionais e a carga horária no serviço público.
"Para atender às novas exigências, muitos abriram mão do PSF e optaram por outros serviços", contou o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi.
Pela estimativa da Secretaria de Atenção à Saúde, o número de equipes cadastradas foi reduzido em 10% nos últimos quatro meses por causa da limitação dos vínculos. Com a nova regra, quase um terço das equipes poderia ficar irregular se a jornada de 40 horas fosse mantida. O PSF atende mais da metade da população brasileira.
Impacto desconhecido.
O Ministério da Saúde não sabe qual será o impacto da mudança. "Pode alterar a relação entre médico e paciente, mas pode não trazer impacto nenhum", disse o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda. Segundo ele, a medida era "indispensável".
Miranda explicou que a mudança não está ligada à expansão do programa e sim à garantia do atendimento que já é feito. "A primeira opção ainda é a jornada de 40 horas. Mas, temos de ofertar alternativas quando isso não é possível", disse.
O secretário admite que a mudança é, em parte, fruto da pressão exercida por médicos. "Houve expansão dos postos de trabalho nos últimos anos. Em vez de trabalhar no PSF, o médico pode preferir um atendimento de urgência, fazer um plantão", disse. Mas para Miranda, essa facilidade está restrita a médicos o que afasta o risco de que outros integrantes do PSF queiram também flexibilidade na jornada.
Atualmente, uma equipe do PSF é composta por médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem - todos com 40 horas de jornada -, além de seis agentes comunitários da saúde. Cada grupo fica responsável por atender uma população de no máximo 4 mil pessoas. A portaria abre a possibilidade de equipes funcionarem com dois médicos, cada um trabalhando 20 horas. Há também a opção de dois médicos fazendo jornada de 30 horas numa mesma equipe ou ainda três médicos, com 30 horas semanais, mas responsáveis por duas equipes.
Qualidade.
Gilson Carvalho, especialista em Saúde Pública, acredita que a novidade não descaracteriza o PSF e não ameaça sua qualidade. Para ele, o vínculo entre equipe e população pode ser estabelecido mesmo com a divisão do trabalho entre dois médicos.
"Alguns paradigmas rígidos de 17 anos (quando o PSF foi criado) devem ser quebrados. Outros países já têm seus profissionais em tempo parcial", diz Carvalho.
Cobertura
32.029 equipes do PSF têm cadastro no Ministério da Saúde para atuar em 5.282 municípios
O Estado de S.Paulo
Para driblar a falta de médicos do Programa Saúde da Família (PSF) e tornar a carreira mais atrativa, o governo vai criar alternativas para a jornada de trabalho dos profissionais. Além da opção de 40 horas semanais, eles poderão cumprir 20 ou 30 horas, com remuneração reduzida.
Com a mudança, o programa perde seu diferencial: a maior permanência do médico no serviço, o que, em tese, estreitaria o vínculo com a população.
O governo correu com a medida após ter constatado aumento na evasão de médicos dos serviços públicos. A fuga de profissionais é resultado do aperto na fiscalização do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, que revelou esquema de médicos e outros profissionais para receber por trabalhos não realizados. Uma nova regra passou então a limitar os vínculos dos profissionais e a carga horária no serviço público.
"Para atender às novas exigências, muitos abriram mão do PSF e optaram por outros serviços", contou o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi.
Pela estimativa da Secretaria de Atenção à Saúde, o número de equipes cadastradas foi reduzido em 10% nos últimos quatro meses por causa da limitação dos vínculos. Com a nova regra, quase um terço das equipes poderia ficar irregular se a jornada de 40 horas fosse mantida. O PSF atende mais da metade da população brasileira.
Impacto desconhecido.
O Ministério da Saúde não sabe qual será o impacto da mudança. "Pode alterar a relação entre médico e paciente, mas pode não trazer impacto nenhum", disse o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda. Segundo ele, a medida era "indispensável".
Miranda explicou que a mudança não está ligada à expansão do programa e sim à garantia do atendimento que já é feito. "A primeira opção ainda é a jornada de 40 horas. Mas, temos de ofertar alternativas quando isso não é possível", disse.
O secretário admite que a mudança é, em parte, fruto da pressão exercida por médicos. "Houve expansão dos postos de trabalho nos últimos anos. Em vez de trabalhar no PSF, o médico pode preferir um atendimento de urgência, fazer um plantão", disse. Mas para Miranda, essa facilidade está restrita a médicos o que afasta o risco de que outros integrantes do PSF queiram também flexibilidade na jornada.
Atualmente, uma equipe do PSF é composta por médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem - todos com 40 horas de jornada -, além de seis agentes comunitários da saúde. Cada grupo fica responsável por atender uma população de no máximo 4 mil pessoas. A portaria abre a possibilidade de equipes funcionarem com dois médicos, cada um trabalhando 20 horas. Há também a opção de dois médicos fazendo jornada de 30 horas numa mesma equipe ou ainda três médicos, com 30 horas semanais, mas responsáveis por duas equipes.
Qualidade.
Gilson Carvalho, especialista em Saúde Pública, acredita que a novidade não descaracteriza o PSF e não ameaça sua qualidade. Para ele, o vínculo entre equipe e população pode ser estabelecido mesmo com a divisão do trabalho entre dois médicos.
"Alguns paradigmas rígidos de 17 anos (quando o PSF foi criado) devem ser quebrados. Outros países já têm seus profissionais em tempo parcial", diz Carvalho.
Cobertura
32.029 equipes do PSF têm cadastro no Ministério da Saúde para atuar em 5.282 municípios
XIII REUNIÃO DO COLEGIADO DE COORDENADORES DE SAÚDE MENTAL DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - MOÇÃO DE REPÚDIO
MOÇÃO DE REPÚDIO
OS PARTICIPANTES DA XIII REUNIÃO DO COLEGIADO DE COORDENADORES DE SAÚDE MENTAL DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE VÊM MANIFESTAR DE FORMA VEEMENTE SEU INTEGRAL REPÚDIO À POLÍTICA HIGIENISTA E DE DESRESPEITO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA PESSOA HUMANA QUE ESTÁ SENDO URDIDA POR SETORES COMPROMETIDOS COM O INSUCESSO DAS POLÍTICAS DE EQUIPARAÇÃO SOCIAL DO NOSSO PAÍS E PERPETRADA PELA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO COM O NOME DE ‘INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA’.
ENTENDEMOS QUE ESTE MÉTODO DE SEQUESTRAR PESSOAS COM O ARGUMENTO DE TRATAR DE SUA SAÚDE REPRESENTA UMA ATITUDE INCOMPATÍVEL COM A SOCIEDADE DESENVOLVIDA E DEMOCRÁTICA.
ALÉM DISSO, ESCLARECEMOS QUE ESSA FORMULAÇÃO TRUCULENTA E IMPERATIVA NÃO É ORIUNDA DO CAMPO DA SAÚDE E ALERTAMOS A POPULAÇÃO SOBRE A DESTRUIÇÃO DE TODO O TRABALHO DE CONVENCIMENTO E ADESÃO QUE VEM SENDO PROPOSTO E EXECUTADO PELAS NOSSAS EQUIPES. ESSA PRÁTICA NÃO APRESENTA EFETIVIDADE QUANTO À RECUPERAÇÃO DE USUÁRIOS DE DROGAS.
LUTAMOS PELA AFIRMAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE; PELA CONSOLIDAÇÃO DA VITORIOSA E RECONHECIDA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL; POR UMA ATENÇÃO AOS USUÁRIOS DE DROGAS BASEADA EM UMA POLÍTICA INTERSETORIAL COM CUIDADOS PSICOSSOCIAIS INTENSIVOS; POR SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL INTEGRADOS À REDE DE SAÚDE; PELAS AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS E PELO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITOS.
DESSA MANEIRA, FRENTE AO POVO BRASILEIRO, NOS POSICIONAMOS COMO CONTRÁRIOS A ESSE TIPO DE PROCEDIMENTO.
BRASÍLIA (DF), 10 DE AGOSTO DE 2011.
PLENÁRIA DA XIII REUNIÃO DO COLEGIADO DE
COORDENADORES DE SAÚDE MENTAL
Roberto Tykanori Kinoshita
OS PARTICIPANTES DA XIII REUNIÃO DO COLEGIADO DE COORDENADORES DE SAÚDE MENTAL DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE VÊM MANIFESTAR DE FORMA VEEMENTE SEU INTEGRAL REPÚDIO À POLÍTICA HIGIENISTA E DE DESRESPEITO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA PESSOA HUMANA QUE ESTÁ SENDO URDIDA POR SETORES COMPROMETIDOS COM O INSUCESSO DAS POLÍTICAS DE EQUIPARAÇÃO SOCIAL DO NOSSO PAÍS E PERPETRADA PELA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO COM O NOME DE ‘INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA’.
ENTENDEMOS QUE ESTE MÉTODO DE SEQUESTRAR PESSOAS COM O ARGUMENTO DE TRATAR DE SUA SAÚDE REPRESENTA UMA ATITUDE INCOMPATÍVEL COM A SOCIEDADE DESENVOLVIDA E DEMOCRÁTICA.
ALÉM DISSO, ESCLARECEMOS QUE ESSA FORMULAÇÃO TRUCULENTA E IMPERATIVA NÃO É ORIUNDA DO CAMPO DA SAÚDE E ALERTAMOS A POPULAÇÃO SOBRE A DESTRUIÇÃO DE TODO O TRABALHO DE CONVENCIMENTO E ADESÃO QUE VEM SENDO PROPOSTO E EXECUTADO PELAS NOSSAS EQUIPES. ESSA PRÁTICA NÃO APRESENTA EFETIVIDADE QUANTO À RECUPERAÇÃO DE USUÁRIOS DE DROGAS.
LUTAMOS PELA AFIRMAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE; PELA CONSOLIDAÇÃO DA VITORIOSA E RECONHECIDA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL; POR UMA ATENÇÃO AOS USUÁRIOS DE DROGAS BASEADA EM UMA POLÍTICA INTERSETORIAL COM CUIDADOS PSICOSSOCIAIS INTENSIVOS; POR SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL INTEGRADOS À REDE DE SAÚDE; PELAS AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS E PELO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITOS.
DESSA MANEIRA, FRENTE AO POVO BRASILEIRO, NOS POSICIONAMOS COMO CONTRÁRIOS A ESSE TIPO DE PROCEDIMENTO.
BRASÍLIA (DF), 10 DE AGOSTO DE 2011.
PLENÁRIA DA XIII REUNIÃO DO COLEGIADO DE
COORDENADORES DE SAÚDE MENTAL
Roberto Tykanori Kinoshita
sábado, 13 de agosto de 2011
Conferência Estadual de Saúde
Entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, acontece a 6ª Conferência Estadual de Saúde, evento preparatório para a 14ª Conferência Nacional de Saúde. O evento terá como tema "Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro", e o eixo "Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS". A APSP será representada por Marília Louvison, Paulo Capel e Lucia Izumi.
A Conferência Estadual é um importante momento de participação da sociedade na construção do SUS!
Mais informações aqui.
Políticas sociais são bem avaliadas pela população, ao contrário de saúde, impostos, segurança e juros
Fonte: Agência Brasil (10/08)
As áreas mais bem avaliadas do governo Dilma Rousseff, de acordo com a
pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o
Ibope, são as de combate à fome e à pobreza. Saúde, impostos e
segurança pública foram as áreas que receberam as piores avaliações.
No entanto, o que chamou mais a atenção dos pesquisadores foi a queda
da aprovação à política de juros, de 43% para 29%, na comparação entre
as pesquisas de março e julho.
"A confiança no governo Dilma permanece muito elevada, principalmente
nas áreas de combate à pobreza, meio ambiente e combate ao
desemprego", disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI,
Flávio Castelo Branco, durante a divulgação da pesquisa, hoje (10), em
Brasília.
"O curioso foi notar que o grupo que mais aprova as políticas de
combate à fome e à pobreza não são os beneficiados, mas os que têm
renda familiar superior a dez salários mínimos. A aprovação atinge 66%
desse grupo. É aprovada também por 62% das pessoas com renda familiar
de até um salário mínimo e por 58% das pessoas com renda familiar
entre um e dois mínimos", acrescentou.
As políticas de combate ao desemprego "permanecem em alta", segundo a
CNI, com 49% de aprovação, apesar da queda de 9 pontos percentuais
desde março, quando foi feita a primiera songagem de opinião sobre o
governo Dilma. Já as políticas de meio ambiente mantiveram o índice de
aprovação praticamente estável, se for levada em consideração a margem
de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais. A aprovação caiu
de 54% para 52%. Essa política foi mais bem avaliada nas pequenas
cidades e na faixa de população mais jovem.
A mudança mais significativa se deu em relação à política de juros,
cuja desaprovação subiu para 63%. Na pesquisa anterior, os índices de
aprovação e desaprovação estavam empatados (43%). "Provavelmente, por
causa do ciclo de alta dos juros, isso mudou consideravelmente. Agora,
o nível de desaprovação deu um salto de 20 pontos percentuais,
chegando a 63%, enquanto a aprovação das políticas de juros caiu para
29%", explicou o economista
Segundo ele, as classes com renda mais elevada são as que mais
desaprovam a política de juros altos do governo: 71% das pessoas com
renda familiar entre cinco e dez salários mínimos e 66% dos
entrevistados com renda superior a dez mínimos. A desaprovação da
política de juros atinge também 71% das pessoas com formação de nível
superior.
"A má avaliação das áreas de saúde, impostos e segurança pública não
nos impressiona porque são áreas historicamente mal avaliadas", disse
Castelo Branco. De acordo com a pesquisa, a saúde teve aval bastante
negativo (69%), empatando com tributos e impostos em termos de
insatisfação.
"As pessoas perceberam que houve aumento da inflação e isso refletiu
na pesquisa. A desaprovação da política de combate à inflação é mais
elevada entre as mulheres [58% contra 54% entre os homens] que, em
geral, são responsáveis pelas compras da família e, com isso, melhor
percebem a situação", disse o economista.
No primeiro levantamento sobre o governo Dilma, 42% dos entrevistados
desaprovavam a política de combate à inflação. Em julho, esse índice
subiu para 56%. A aprovação caiu de 48% para 38%.
A avaliação sobre a educação no país também mostrou inversão. Antes,
52% aprovavam, contra desaprovação de 45%. Na pesquisa divulgada hoje,
a relação se inverteu. A aprovação caiu para 43% aprova enquanto 52%
desaprovam. "Quem está mais preocupado são os pais de famílias [57%
das pessoas com idade entre 30 e 49 anos desaprovam] e os com maior
renda [66% dos que recebem mais de dez salários mínimos] e
escolaridade [64% dos que possuem nível superior]", disse Castelo
Branco.
O economista, no entanto, credita o aumento dos índices relativos às
expectativas negativas ao fato de ter diminuído o percentual de
pessoas que não respondiam ou não se viam em condições de responder as
perguntas da pesquisa. "O aumento na avaliação negativa está mais
relacionado à diminuição do conjunto de pessoas que não haviam
declarado opinião no levantamento de março, do que à perda de
avaliações positivas".
Segundo o economista, os resultados refletem uma tendência normal de
avaliação de um governo que começou há pouco tenpo. "O eleito inicia o
ano com popularidade muito associada à vitória eleitoral. Com o tempo,
essa empolgação tende a diminuir".
As áreas mais bem avaliadas do governo Dilma Rousseff, de acordo com a
pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o
Ibope, são as de combate à fome e à pobreza. Saúde, impostos e
segurança pública foram as áreas que receberam as piores avaliações.
No entanto, o que chamou mais a atenção dos pesquisadores foi a queda
da aprovação à política de juros, de 43% para 29%, na comparação entre
as pesquisas de março e julho.
"A confiança no governo Dilma permanece muito elevada, principalmente
nas áreas de combate à pobreza, meio ambiente e combate ao
desemprego", disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI,
Flávio Castelo Branco, durante a divulgação da pesquisa, hoje (10), em
Brasília.
"O curioso foi notar que o grupo que mais aprova as políticas de
combate à fome e à pobreza não são os beneficiados, mas os que têm
renda familiar superior a dez salários mínimos. A aprovação atinge 66%
desse grupo. É aprovada também por 62% das pessoas com renda familiar
de até um salário mínimo e por 58% das pessoas com renda familiar
entre um e dois mínimos", acrescentou.
As políticas de combate ao desemprego "permanecem em alta", segundo a
CNI, com 49% de aprovação, apesar da queda de 9 pontos percentuais
desde março, quando foi feita a primiera songagem de opinião sobre o
governo Dilma. Já as políticas de meio ambiente mantiveram o índice de
aprovação praticamente estável, se for levada em consideração a margem
de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais. A aprovação caiu
de 54% para 52%. Essa política foi mais bem avaliada nas pequenas
cidades e na faixa de população mais jovem.
A mudança mais significativa se deu em relação à política de juros,
cuja desaprovação subiu para 63%. Na pesquisa anterior, os índices de
aprovação e desaprovação estavam empatados (43%). "Provavelmente, por
causa do ciclo de alta dos juros, isso mudou consideravelmente. Agora,
o nível de desaprovação deu um salto de 20 pontos percentuais,
chegando a 63%, enquanto a aprovação das políticas de juros caiu para
29%", explicou o economista
Segundo ele, as classes com renda mais elevada são as que mais
desaprovam a política de juros altos do governo: 71% das pessoas com
renda familiar entre cinco e dez salários mínimos e 66% dos
entrevistados com renda superior a dez mínimos. A desaprovação da
política de juros atinge também 71% das pessoas com formação de nível
superior.
"A má avaliação das áreas de saúde, impostos e segurança pública não
nos impressiona porque são áreas historicamente mal avaliadas", disse
Castelo Branco. De acordo com a pesquisa, a saúde teve aval bastante
negativo (69%), empatando com tributos e impostos em termos de
insatisfação.
"As pessoas perceberam que houve aumento da inflação e isso refletiu
na pesquisa. A desaprovação da política de combate à inflação é mais
elevada entre as mulheres [58% contra 54% entre os homens] que, em
geral, são responsáveis pelas compras da família e, com isso, melhor
percebem a situação", disse o economista.
No primeiro levantamento sobre o governo Dilma, 42% dos entrevistados
desaprovavam a política de combate à inflação. Em julho, esse índice
subiu para 56%. A aprovação caiu de 48% para 38%.
A avaliação sobre a educação no país também mostrou inversão. Antes,
52% aprovavam, contra desaprovação de 45%. Na pesquisa divulgada hoje,
a relação se inverteu. A aprovação caiu para 43% aprova enquanto 52%
desaprovam. "Quem está mais preocupado são os pais de famílias [57%
das pessoas com idade entre 30 e 49 anos desaprovam] e os com maior
renda [66% dos que recebem mais de dez salários mínimos] e
escolaridade [64% dos que possuem nível superior]", disse Castelo
Branco.
O economista, no entanto, credita o aumento dos índices relativos às
expectativas negativas ao fato de ter diminuído o percentual de
pessoas que não respondiam ou não se viam em condições de responder as
perguntas da pesquisa. "O aumento na avaliação negativa está mais
relacionado à diminuição do conjunto de pessoas que não haviam
declarado opinião no levantamento de março, do que à perda de
avaliações positivas".
Segundo o economista, os resultados refletem uma tendência normal de
avaliação de um governo que começou há pouco tenpo. "O eleito inicia o
ano com popularidade muito associada à vitória eleitoral. Com o tempo,
essa empolgação tende a diminuir".
SUS vai atender pacientes em casa
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Pacientes com dificuldade de locomoção ou que precisam de
atenção regular, mas não necessitam ser hospitalizados, vão receber
cuidados médicos em casa. É o que prevê portarias publicadas hoje (8)
pelo Ministério da Saúde. Elas reorganizam o atendimento de urgência
no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o atendimento domiciliar, o governo quer reduzir as internações
hospitalares e estimular a recuperação do paciente em casa, que é mais
rápida. Para este ano, o investimento deve ser de R$ 36,5 milhões.
O ministério vai publicar outras portarias para definir como os
profissionais da rede de atenção básica, entre eles os do Programa
Saúde da Família, deverão proceder nesses casos.
Outra medida é a criação de leitos de retaguarda nos hospitais,
reservados para o atendimento de pacientes em estado grave. O
objetivo, segundo o ministério, é evitar a espera pelo atendimento de
emergência nas portas das unidades de saúde.
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Pacientes com dificuldade de locomoção ou que precisam de
atenção regular, mas não necessitam ser hospitalizados, vão receber
cuidados médicos em casa. É o que prevê portarias publicadas hoje (8)
pelo Ministério da Saúde. Elas reorganizam o atendimento de urgência
no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o atendimento domiciliar, o governo quer reduzir as internações
hospitalares e estimular a recuperação do paciente em casa, que é mais
rápida. Para este ano, o investimento deve ser de R$ 36,5 milhões.
O ministério vai publicar outras portarias para definir como os
profissionais da rede de atenção básica, entre eles os do Programa
Saúde da Família, deverão proceder nesses casos.
Outra medida é a criação de leitos de retaguarda nos hospitais,
reservados para o atendimento de pacientes em estado grave. O
objetivo, segundo o ministério, é evitar a espera pelo atendimento de
emergência nas portas das unidades de saúde.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Curso: Sistemas de Informação e Monitoramento
O Curso Sistemas de Informação e Monitoramento será nos dias 25, 26 e 27 de agosto, no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, Av. Paulista, 688, 7º andar. O curso é gratuito para associados da APSP.
Faça a sua inscrição.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Ciclo de Debates – Quarta Atividade
é o tema da quarta atividade do Ciclo de Debates, parceria da APSP e da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde e apoio do Observatório de Saúde da Região Metropolitana e da FSP/USP. O evento, gratuito, será no dia 13 de setembro, terça-feira, de 8h30 às 12h. Márcia Mulin e Simone Spinetti são as palestrantes já confirmadas. O evento será na Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), Rua Alves Guimarães, 429, Cerqueira César. Participe!
O Controle Social e o Papel da Ouvidoria no SUS
Ministro da Saúde defende internação "compulsória"
Para Alexandre Padilha, em casos de dependência extrema de crack, pode faltar discernimento na busca por ajuda
Ministério quer dar recursos a governo que investir em política de internação, amparada em avaliação individual
Vera Magalhães
Folha de São Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defende a internação de dependentes de crack como forma de "proteção à vida".
O ministério pretende transferir recursos para governos e prefeituras que investirem em políticas de internação de viciados, desde que amparadas em protocolos clínicos e depois de avaliação individual.
"Defendo a internação como ação de proteção à vida, desde que haja profissionais de saúde e de assistência social e após avaliação individual dos dependentes, como recomenda a própria OMS."
A posição do ministro é conflitante com a da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Em entrevista à Folha em maio, a secretária Paulina Duarte disse que falar em epidemia era "uma grande bobagem".
A internação também é controversa no Departamento de Saúde Mental do próprio ministério.
Padilha já se reuniu com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que anunciaram recentemente o recrudescimento do combate ao crack e têm defendido a internação compulsória de dependentes, desde que mediante avaliação prévia.
O ministro evita usar o adjetivo "compulsória", mas concorda com a avaliação de que, em casos de dependência extrema, pode faltar ao viciado discernimento para decidir buscar tratamento.
Nesses casos, ele defende a utilização de uma abordagem multidisciplinar que pode decidir pela internação.
O governo pretende ajudar Estados e municípios a investir em rede de equipamentos para ajudar no tratamento. Haveria unidades móveis de avaliação em áreas de grande aglomeração de viciados. Nessas unidades haveria psicólogos, médicos e enfermeiros aptos a medicar usuários em caso de risco imediato e a encaminhá-los à internação.
Além dessas unidades, o governo pretende investir em enfermarias especializadas para álcool e drogas, e alas específicas para internação em hospitais.
O ministro defende a criação de unidades específicas para crianças e adolescentes, em que sejam oferecidas aos usuários em tratamento, além de apoio psicológico, atividades -como esportes, cultura e lazer- para que ele não tenha recaída tão logo tenha alta da internação.
CONSELHO DE MEDICINA
O CFM (Conselho Federal de Medicina) defende internações involuntárias e compulsórias de dependentes de crack, mediante cumprimento de exigências legais, segundo o vice-presidente do órgão, Emmanuel Fortes .
Nas involuntárias, o Ministério Público deve atuar e compartilhar da responsabilidade, diz o conselho.
O CFM também é favorável à internação compulsória de menores de idade, como é feito desde maio pela Prefeitura do Rio. "É um conflito entre liberdade e direitos humanos. O Estado deve agir para impedir que essas crianças morram. Elas devem, sim, ser levadas a centros de tratamento", disse Fortes.
Colaborou a Sucursal de Brasília
Ministério quer dar recursos a governo que investir em política de internação, amparada em avaliação individual
Vera Magalhães
Folha de São Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defende a internação de dependentes de crack como forma de "proteção à vida".
O ministério pretende transferir recursos para governos e prefeituras que investirem em políticas de internação de viciados, desde que amparadas em protocolos clínicos e depois de avaliação individual.
"Defendo a internação como ação de proteção à vida, desde que haja profissionais de saúde e de assistência social e após avaliação individual dos dependentes, como recomenda a própria OMS."
A posição do ministro é conflitante com a da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Em entrevista à Folha em maio, a secretária Paulina Duarte disse que falar em epidemia era "uma grande bobagem".
A internação também é controversa no Departamento de Saúde Mental do próprio ministério.
Padilha já se reuniu com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que anunciaram recentemente o recrudescimento do combate ao crack e têm defendido a internação compulsória de dependentes, desde que mediante avaliação prévia.
O ministro evita usar o adjetivo "compulsória", mas concorda com a avaliação de que, em casos de dependência extrema, pode faltar ao viciado discernimento para decidir buscar tratamento.
Nesses casos, ele defende a utilização de uma abordagem multidisciplinar que pode decidir pela internação.
O governo pretende ajudar Estados e municípios a investir em rede de equipamentos para ajudar no tratamento. Haveria unidades móveis de avaliação em áreas de grande aglomeração de viciados. Nessas unidades haveria psicólogos, médicos e enfermeiros aptos a medicar usuários em caso de risco imediato e a encaminhá-los à internação.
Além dessas unidades, o governo pretende investir em enfermarias especializadas para álcool e drogas, e alas específicas para internação em hospitais.
O ministro defende a criação de unidades específicas para crianças e adolescentes, em que sejam oferecidas aos usuários em tratamento, além de apoio psicológico, atividades -como esportes, cultura e lazer- para que ele não tenha recaída tão logo tenha alta da internação.
CONSELHO DE MEDICINA
O CFM (Conselho Federal de Medicina) defende internações involuntárias e compulsórias de dependentes de crack, mediante cumprimento de exigências legais, segundo o vice-presidente do órgão, Emmanuel Fortes .
Nas involuntárias, o Ministério Público deve atuar e compartilhar da responsabilidade, diz o conselho.
O CFM também é favorável à internação compulsória de menores de idade, como é feito desde maio pela Prefeitura do Rio. "É um conflito entre liberdade e direitos humanos. O Estado deve agir para impedir que essas crianças morram. Elas devem, sim, ser levadas a centros de tratamento", disse Fortes.
Colaborou a Sucursal de Brasília
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Ação tenta barrar ''porta dupla'' no SUS
Ministério Público pede liminar suspendendo efeitos da lei que permite a hospitais públicos destinar 25% dos atendimentos a pacientes de planos
Karina Toledo
O Estado de S.Paulo
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender os efeitos da Lei Complementar n.º.1.131/2010. A norma permite a hospitais estaduais geridos por Organizações Sociais (OSs) destinar 25% dos leitos e outros serviços a pacientes de planos privados. Para especialistas, a medida prejudica usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e oficializa a chamada "porta dupla" na rede.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e o Hospital de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus são os primeiros hospitais públicos autorizados pela Secretaria Estadual da Saúde a ofertar seus serviços a particulares. Mas a pasta pode estender a permissão a outros 24 hospitais estaduais geridos por OSs.
Segundo resolução publicada sábado no Diário Oficial do Estado, o atendimento nesses hospitais deverá ser feito "com equidade; garantindo que todos os usuários do serviço tenham acesso aos mesmos equipamentos, procedimentos médicos e tratamentos de saúde com a mesma qualidade". O texto também proíbe a reserva de leitos, de consultas e de atendimentos a particulares.
Mas, para o promotor Arthur Pinto Filho, o texto vai se tornar apenas uma "carta de intenções", por falta de fiscalização. "Quem poderia fazer esse controle é o conselho gestor dessas instituições. Mas os hospitais gerenciados por OSs não têm controle social. Não contam com conselhos gestores", explica.
Gargalo. Segundo o promotor, a norma permite que pacientes de planos rompam o sistema de entrada dos hospitais públicos e sejam recebidos diretamente na alta complexidade, ou seja, sem passar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e aguardar encaminhamento. A perda de 25% de leitos públicos, diz o MPE, vai sobrecarregar os hospitais municipais e aumentar o gargalo de atendimento na alta complexidade.
Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, afirma que ainda não foi definido como será o encaminhamento de pacientes de planos ao hospital que administra. "Terá de ser determinada uma unidade referenciadora, mas, uma vez referenciado, o tempo de espera do paciente de plano será o mesmo do usuário do SUS", diz.
Hoff ressalta que beneficiários de planos representam hoje cerca de 18% dos atendimentos do Icesp, mas as operadoras não fazem o ressarcimento ao SUS. Nos hospitais públicos que já prestam serviço a convênios, como o Incor, diz ele, o repasse recebido por pacientes de planos é quatro vezes maior que os repasse feito pelo SUS.
Para a especialista em saúde pública Ligia Bahia, o argumento de que a nova lei beneficia o serviço público ao criar uma segunda fonte de financiamento para os hospitais não deve se concretizar na prática. "As operadoras de planos vão colocar em sua rede credenciada hospitais públicos de ponta, mas vão pagar a eles menos do que pagam aos demais hospitais particulares credenciados. Isso já acontece no Incor, por exemplo."
Em nota, a Secretaria da Saúde afirma que os beneficiários de planos privados "já são encaminhados para as OSs por outros serviços de saúde" e diz que "este fluxo não será alterado". A pasta diz que fiscalizará o cumprimento da legislação "por intermédio de sua Coordenadoria de Contratos de Gestão dos Serviços de Saúde e de suas instâncias de regulação de vagas".
Opinião
LIGIA BAHIA, PROFESSORA DA UFRJ
O número de pacientes com plano cresceu e a rede das operadoras, não. Estão usando instalações públicas para aliviar a demanda dessas empresas.
Karina Toledo
O Estado de S.Paulo
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender os efeitos da Lei Complementar n.º.1.131/2010. A norma permite a hospitais estaduais geridos por Organizações Sociais (OSs) destinar 25% dos leitos e outros serviços a pacientes de planos privados. Para especialistas, a medida prejudica usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e oficializa a chamada "porta dupla" na rede.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e o Hospital de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus são os primeiros hospitais públicos autorizados pela Secretaria Estadual da Saúde a ofertar seus serviços a particulares. Mas a pasta pode estender a permissão a outros 24 hospitais estaduais geridos por OSs.
Segundo resolução publicada sábado no Diário Oficial do Estado, o atendimento nesses hospitais deverá ser feito "com equidade; garantindo que todos os usuários do serviço tenham acesso aos mesmos equipamentos, procedimentos médicos e tratamentos de saúde com a mesma qualidade". O texto também proíbe a reserva de leitos, de consultas e de atendimentos a particulares.
Mas, para o promotor Arthur Pinto Filho, o texto vai se tornar apenas uma "carta de intenções", por falta de fiscalização. "Quem poderia fazer esse controle é o conselho gestor dessas instituições. Mas os hospitais gerenciados por OSs não têm controle social. Não contam com conselhos gestores", explica.
Gargalo. Segundo o promotor, a norma permite que pacientes de planos rompam o sistema de entrada dos hospitais públicos e sejam recebidos diretamente na alta complexidade, ou seja, sem passar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e aguardar encaminhamento. A perda de 25% de leitos públicos, diz o MPE, vai sobrecarregar os hospitais municipais e aumentar o gargalo de atendimento na alta complexidade.
Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, afirma que ainda não foi definido como será o encaminhamento de pacientes de planos ao hospital que administra. "Terá de ser determinada uma unidade referenciadora, mas, uma vez referenciado, o tempo de espera do paciente de plano será o mesmo do usuário do SUS", diz.
Hoff ressalta que beneficiários de planos representam hoje cerca de 18% dos atendimentos do Icesp, mas as operadoras não fazem o ressarcimento ao SUS. Nos hospitais públicos que já prestam serviço a convênios, como o Incor, diz ele, o repasse recebido por pacientes de planos é quatro vezes maior que os repasse feito pelo SUS.
Para a especialista em saúde pública Ligia Bahia, o argumento de que a nova lei beneficia o serviço público ao criar uma segunda fonte de financiamento para os hospitais não deve se concretizar na prática. "As operadoras de planos vão colocar em sua rede credenciada hospitais públicos de ponta, mas vão pagar a eles menos do que pagam aos demais hospitais particulares credenciados. Isso já acontece no Incor, por exemplo."
Em nota, a Secretaria da Saúde afirma que os beneficiários de planos privados "já são encaminhados para as OSs por outros serviços de saúde" e diz que "este fluxo não será alterado". A pasta diz que fiscalizará o cumprimento da legislação "por intermédio de sua Coordenadoria de Contratos de Gestão dos Serviços de Saúde e de suas instâncias de regulação de vagas".
Opinião
LIGIA BAHIA, PROFESSORA DA UFRJ
O número de pacientes com plano cresceu e a rede das operadoras, não. Estão usando instalações públicas para aliviar a demanda dessas empresas.
Ação quer veto a leito para plano de saúde
Promotoria tenta suspender lei que permite hospital estadual terceirizado a destinar 25% de seus atendimentos a operadoras
Pacientes do SUS serão preteridos em hospitais de alta complexidade, afirma promotor; lei foi aprovada em 2010Cláudia Collucci
Folha de São Paulo
O Ministério Público Estadual entrou ontem com ação civil pública em que pede, por meio de liminar, a suspensão da lei que permite os hospitais paulistas gerenciados por Organizações Sociais a destinar 25% de seus leitos a planos e seguros de saúde.
O Icesp (Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira) e Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini já foram autorizados pelo governo estadual a firmar contratos com os planos.
Para Arthur Pinto Filho, um dos autores da ação, usuários do SUS perderão 25% dos leitos em hospitais de alta complexidade. "Nessa área o gargalo é maior. Não há leito suficiente."
Segundo Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda-SP, que liderou a representação, os pacientes de planos terão privilégios sobre o do SUS.
"Os usuários de planos, com o diagnóstico em mãos, irão furar fila, enquanto os usuários do SUS aguardam meses até agendar e serem encaminhados. É assim que funciona a dupla porta do InCor e do complexo HC."
Paulo Hoff, diretor do Icesp, nega haver privilégio. "Será a mesma fila de espera, hotelaria, centro cirúrgico." Ele diz que não está definido como será o encaminhamento do paciente privado.
A Secretaria de Estado da Saúde informou, por meio de nota, que não foi notificada da ação, mas acredita que o entendimento do Ministério Público está equivocado.
"A regulamentação da lei proíbe reserva de leitos e privilégios a pacientes de planos de saúde, mas permite que os hospitais recebam dos planos por atendimentos prestados a seus clientes."
Em julho, o secretário da Saúde, Giovanni Cerri, disse que pacientes de planos já com um diagnóstico poderão agendar consultas diretamente no hospital público.
Pacientes do SUS serão preteridos em hospitais de alta complexidade, afirma promotor; lei foi aprovada em 2010Cláudia Collucci
Folha de São Paulo
O Ministério Público Estadual entrou ontem com ação civil pública em que pede, por meio de liminar, a suspensão da lei que permite os hospitais paulistas gerenciados por Organizações Sociais a destinar 25% de seus leitos a planos e seguros de saúde.
O Icesp (Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira) e Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini já foram autorizados pelo governo estadual a firmar contratos com os planos.
Para Arthur Pinto Filho, um dos autores da ação, usuários do SUS perderão 25% dos leitos em hospitais de alta complexidade. "Nessa área o gargalo é maior. Não há leito suficiente."
Segundo Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda-SP, que liderou a representação, os pacientes de planos terão privilégios sobre o do SUS.
"Os usuários de planos, com o diagnóstico em mãos, irão furar fila, enquanto os usuários do SUS aguardam meses até agendar e serem encaminhados. É assim que funciona a dupla porta do InCor e do complexo HC."
Paulo Hoff, diretor do Icesp, nega haver privilégio. "Será a mesma fila de espera, hotelaria, centro cirúrgico." Ele diz que não está definido como será o encaminhamento do paciente privado.
A Secretaria de Estado da Saúde informou, por meio de nota, que não foi notificada da ação, mas acredita que o entendimento do Ministério Público está equivocado.
"A regulamentação da lei proíbe reserva de leitos e privilégios a pacientes de planos de saúde, mas permite que os hospitais recebam dos planos por atendimentos prestados a seus clientes."
Em julho, o secretário da Saúde, Giovanni Cerri, disse que pacientes de planos já com um diagnóstico poderão agendar consultas diretamente no hospital público.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Considerações sobre o Turismo Médico
APARECIDA ISABEL BRESSAN é mestre em Políticas Públicas de Saúde pela Ensp/Fiocruz. Atualmente atua como especialista em Regulação de Saúde Suplmentar na Agência Nacional de Saúde Suplementar e diretora executiva do Cebes – CEBES
Nos dias 29 e 30 de agosto de 2011, acontecerá, em São Paulo, a segunda edição do Medical Travel Meeting Brazil, com a participação de hospitais, laboratórios, indústria farmacêutica, indústria odontológica, investidores da área da saúde, entidades de classe e associações médicas e odontológicas. O evento destina-se a atrair cada vez mais pacientes de diversos países aos hospitais e clínicas privados brasileiros. Para isso terá como convidados: operadoras de saúde internacionais, empresas corporativas de autogestão mídia, e consulados.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participará da abertura oficial do evento, juntamente com o Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, Januário Montone. Serão apresentados os avanços da medicina brasileira para líderes internacionais que fomentam o turismo médico para países estratégicos. Haverá a apresentação de um projeto de lei proposto elaborado em conjunto entre o Ministério da Saúde e do Turismo que cria um visto de entrada no país específico para esse fim. O Projeto de Lei n° 5.655/2009 prevê um visto que poderá ser excepcionalmente concedido, em caráter temporário, por até um ano, ouvido o Ministério da Saúde, extensivo a um acompanhante, admitindo-se a prorrogação enquanto durar o tratamento. A concessão do visto será exclusiva para tratamento de caráter privado, sendo vedada a utilização de recursos do Sistema Único de Saúde.
Segundo os organizadores do Medical Travel Meeting Brazil – 2011 o turismo médico deverá crescer cerca de 35% no Brasil no próximos cinco anos. São citados números do Ministério do Turismo, segundo os quais 180 mil estrangeiros teriam vindo ao país com essa finalidade nos últimos três anos.O turismo médico tem crescido no cenário internacional, direcionando pacientes dos países mais ricos para os países emergentes, motivado especialmente pelos menores custos de procedimentos. Uma cirurgia cardíaca que custaria 300 mil dólares nos Estados Unidos sairia por 90 mil dólares no Brasil. Outros fatores que têm influenciado esses fluxos são o grande contingente de pessoas sem seguro saúde nos Estados Unidos e as filas de espera para realização de procedimentos eletivos em países onde o sistema público é predominante como Reino Unido e Canadá.
Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde - 1ª Edição
Fonte: Ministério da Saúde
A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde apresenta o Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, em reconhecimento ao trabalho deste professor, pesquisador e militante social.
Organizado em parceria com o GT de Educação Popular e Saúde da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), a iniciativa tem por finalidade apoiar e contribuir com o fortalecimento dos grupos, coletivos, movimentos populares e acadêmicos, assim como dos serviços de saúde que, democrática e dialogicamente, desenvolvem ações de Educação Popular em Saúde fortalecendo a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS). Visa também valorizar as práticas tradicionais e populares de cuidado em saúde que preservam os princípios da integralidade e humanização, as práticas que se utilizam da arte e da cultura como ferramentas de educação e promoção da saúde.
Organizado em parceria com o GT de Educação Popular e Saúde da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), a iniciativa tem por finalidade apoiar e contribuir com o fortalecimento dos grupos, coletivos, movimentos populares e acadêmicos, assim como dos serviços de saúde que, democrática e dialogicamente, desenvolvem ações de Educação Popular em Saúde fortalecendo a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS). Visa também valorizar as práticas tradicionais e populares de cuidado em saúde que preservam os princípios da integralidade e humanização, as práticas que se utilizam da arte e da cultura como ferramentas de educação e promoção da saúde.
Victor Vincent Valla (1937-2009), pesquisador Emérito da Fundação Oswaldo Cruz, foi responsável pela consolidação da relação entre Educação Popular e a Saúde. Valla deixou um legado que inspira a reflexão sobre os modos de viver e produzir saberes das classes populares e suas relações diretas com a saúde. Sua obra é uma referência significativa para as práticas de gestão participativa, cuidado e promoção da saúde no SUS.
Mais informações aqui.
Simpósio sobre Políticas e Práticas em Saúde Coletiva na Enfermagem será realizado pela Escola de Enfermagem da USP em outubro
Fonte: Instituto de Saúde
A Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP), por meio de seu Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva (ENS), realizará, entre os dias 9 e 11 de outubro, o II Simpósio Internacional de Políticas e Práticas em Saúde Coletiva na Perspectiva da Enfermagem (II SINPESC). O evento tem como objetivo debater as interfaces entre a Enfermagem em Saúde Coletiva e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo como pano de fundo seus princípios de equidade, integralidade e universalidade.
Destinado a professores, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação, o Simpósio visa promover um espaço de reflexão sobre os limites e possibilidades da produção do conhecimento de Enfermagem em Saúde Coletiva e sua contribuição para a construção das práticas de cuidar e educar, a partir de discussões em torno das implicações da Enfermagem em Saúde Coletiva na formulação de políticas públicas de cuidado, formação de pesquisadores e de redes de pesquisa no espaço de consolidação do SUS.
Compõe a programação do evento conferências, mesas-redondas e exposição de pôsteres, entre outras atividades. Espera-se, com isso, que o Simpósio seja capaz de estabeler o intercâmbio interinstitucional, bem como a socialização do conhecimento produzido por instituições de pesquisa, ensino e assistência de saúde do Brasil, da Europa e da América do Sul, com os quais o Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva mantém tradição de intercâmbio nos cursos de pós-graduação.
O “II Simpósio Internacional de Políticas e Práticas em Saúde Coletiva na Perspectiva da Enfermagem” acontece entre os dias 9 e 11 de outubro, sendo os cursos e oficinas pré-simpósio do dia 9 na Escola de Enfermagem da USP, localizada na Av. Dr Enéas Carvalho Aguiar, 419, Cerqueira César - São Paulo, e o simpósio dos dias 10 e 11 no Centro de Convenções Rebouças, localizado na Av. Dr Enéas Carvalho Aguiar, 23, Cerqueira César - São Paulo. Para se inscrever, acesse o endereço http://www.ee.usp.br/evento/2011/2sinpesc/inscricoes.asp. Mais informações podem ser obtidas na página do Simpósio na internet: http://www.ee.usp.br/evento/2011/2sinpesc/index.asp
Presidente vai tentar manter aperto fiscal
João Domingos
O Estado de S.Paulo
A presidente Dilma Rousseff decidiu ontem na reunião da coordenação política do governo negociar com o Congresso uma agenda de votações que não afrouxe o ajuste fiscal. Significa que o governo fará de tudo para impedir a aprovação da chamada PEC 300, que aumenta os salários dos policiais de todo o País e pode representar um acrescimento de gastos de R$ 28 bilhões para a União.
Dilma recomendou ainda ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que só ele dê entrevistas sobre a estratégia tomada pelo Brasil para enfrentar a crise econômica mundial, a desvalorização do dólar e o derretimento das bolsas de valores pelo mundo afora. "Quero o monitoramento de tudo o que signifique gastos e que você converse com os ministros da Fazenda dos outros países, mantendo-me informada a todo instante", disse a presidente ao ministro da Fazenda.
Assim que a reunião dos coordenadores políticos terminou, Mantega desceu ao térreo do Palácio do Planalto e concedeu uma longa entrevista. A fala foi uma orientação da própria presidente. Mantega nunca dá entrevistas depois das reuniões de coordenação, das quais participam ainda os ministros que despacham no Palácio do Planalto, a exemplo de Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
De acordo com informação de um auxiliar da presidente da República, o ministro da Fazenda fez um longo relato do que vem ocorrendo no mundo e das medidas que o Brasil vêm tomando. Dilma exigiu que as conversas com a imprensa não sejam tímidas. "Se for o caso, uma a cada semana, várias a cada mês". Mantega acabou contando na entrevista que tomará medidas seguidamente, sempre de forma a manter o ajuste fiscal.
As medidas de austeridade recomendadas por Dilma Rousseff deverão levar insatisfação ao Congresso. Uma parte da base aliada apoia a PEC 300 e outra, maior, quer votar a regulamentação da chamada Emenda 29 - que cria um piso para gastos com saúde por parte da União, Estados e municípios. Além do mais, parlamentares da base governista exigem a liberação de R$ 4,5 bilhões referentes a emendas ao orçamento de 2009, além do início do pagamento das de 2011.
O Estado de S.Paulo
A presidente Dilma Rousseff decidiu ontem na reunião da coordenação política do governo negociar com o Congresso uma agenda de votações que não afrouxe o ajuste fiscal. Significa que o governo fará de tudo para impedir a aprovação da chamada PEC 300, que aumenta os salários dos policiais de todo o País e pode representar um acrescimento de gastos de R$ 28 bilhões para a União.
Dilma recomendou ainda ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que só ele dê entrevistas sobre a estratégia tomada pelo Brasil para enfrentar a crise econômica mundial, a desvalorização do dólar e o derretimento das bolsas de valores pelo mundo afora. "Quero o monitoramento de tudo o que signifique gastos e que você converse com os ministros da Fazenda dos outros países, mantendo-me informada a todo instante", disse a presidente ao ministro da Fazenda.
Assim que a reunião dos coordenadores políticos terminou, Mantega desceu ao térreo do Palácio do Planalto e concedeu uma longa entrevista. A fala foi uma orientação da própria presidente. Mantega nunca dá entrevistas depois das reuniões de coordenação, das quais participam ainda os ministros que despacham no Palácio do Planalto, a exemplo de Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
De acordo com informação de um auxiliar da presidente da República, o ministro da Fazenda fez um longo relato do que vem ocorrendo no mundo e das medidas que o Brasil vêm tomando. Dilma exigiu que as conversas com a imprensa não sejam tímidas. "Se for o caso, uma a cada semana, várias a cada mês". Mantega acabou contando na entrevista que tomará medidas seguidamente, sempre de forma a manter o ajuste fiscal.
As medidas de austeridade recomendadas por Dilma Rousseff deverão levar insatisfação ao Congresso. Uma parte da base aliada apoia a PEC 300 e outra, maior, quer votar a regulamentação da chamada Emenda 29 - que cria um piso para gastos com saúde por parte da União, Estados e municípios. Além do mais, parlamentares da base governista exigem a liberação de R$ 4,5 bilhões referentes a emendas ao orçamento de 2009, além do início do pagamento das de 2011.
"Saúde vive processo de americanização"
Temporão diz que as famílias e as empresas assumem cada vez mais o papel do Estado
Denise Menchen
Folha de São Paulo
Recém empossado diretor de um instituto internacional que tem como objetivo buscar soluções para a saúde pública dos 12 países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), o ex-ministro José Gomes Temporão, 59, vê um processo de "americanização" do setor no Brasil.
Para ele, a falta de uma fonte estável de recursos faz com que as famílias e as empresas assumam cada vez mais um papel que deveria ser do Estado.
Atualmente, ele comanda o Isags (Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde), que recebeu investimentos federais de cerca de R$ 1 mi.
Folha - Por que criar o Isags? José Gomes Temporão - A saúde vem se tornando cada vez mais importante em termos globais. Cerca de 30% de toda a cooperação que o Brasil faz com outros países é em questões de saúde.
No Isags colocamos a saúde como prioridade na agenda política do continente. Queremos que funcione como catalisador de iniciativas.
No ano passado, a OMS divulgou que doenças tropicais, como a dengue, atingem um bilhão de pessoas no mundo, mas são negligenciadas pela indústria farmacêutica. Como enfrentar isso? O Isags e a Unasul vão fazer um trabalho político para avançar nessa área. Não apenas no caso das doenças ditas negligenciadas, mas também no das doenças que, no momento, são as que mais matam em nossos países.
Vamos entrar na gestão de tecnologias. Um exemplo: há uma necessidade de colocar equipamentos de radioterapia no continente. Por que não fazer uma compra continental reduzindo custos?
A saúde é sempre uma das áreas mais mal avaliadas. Por que é tão difícil elevar a qualidade do SUS? São múltiplos os aspectos. Um é a especificidade da saúde, que não pode esperar. Uma pessoa, em situação de sofrimento, precisa ser acolhida, e nem sempre isso é possível.
O segundo aspecto é financeiro. O sistema de saúde brasileiro sofre de um problema crônico que já dura 15 anos, que é o subfinanciamento, que nos empurra gradualmente para uma espécie de americanização do sistema de saúde e leva à degradação dos serviços.
Por quê? O Brasil gasta aproximadamente 8% do PIB em saúde. Quando se olha a divisão entre gasto público e privado, o público é apenas 38% do total. Quem está financiando a saúde no Brasil são as famílias, principalmente, e as empresas. O gasto per capita das famílias de classe média que têm planos é pelo menos duas vezes e meia maior do que o do SUS.
O que acha da decisão do governo paulista de destinar até 25% das vagas em hospitais públicos para quem tem plano? Sou totalmente contra. Essa medida traz o risco de criar uma dupla porta. Não sou contra as pessoas que têm planos usarem esse serviço. Desde que o SUS seja ressarcido pelo plano.
Denise Menchen
Folha de São Paulo
Recém empossado diretor de um instituto internacional que tem como objetivo buscar soluções para a saúde pública dos 12 países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), o ex-ministro José Gomes Temporão, 59, vê um processo de "americanização" do setor no Brasil.
Para ele, a falta de uma fonte estável de recursos faz com que as famílias e as empresas assumam cada vez mais um papel que deveria ser do Estado.
Atualmente, ele comanda o Isags (Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde), que recebeu investimentos federais de cerca de R$ 1 mi.
Folha - Por que criar o Isags? José Gomes Temporão - A saúde vem se tornando cada vez mais importante em termos globais. Cerca de 30% de toda a cooperação que o Brasil faz com outros países é em questões de saúde.
No Isags colocamos a saúde como prioridade na agenda política do continente. Queremos que funcione como catalisador de iniciativas.
No ano passado, a OMS divulgou que doenças tropicais, como a dengue, atingem um bilhão de pessoas no mundo, mas são negligenciadas pela indústria farmacêutica. Como enfrentar isso? O Isags e a Unasul vão fazer um trabalho político para avançar nessa área. Não apenas no caso das doenças ditas negligenciadas, mas também no das doenças que, no momento, são as que mais matam em nossos países.
Vamos entrar na gestão de tecnologias. Um exemplo: há uma necessidade de colocar equipamentos de radioterapia no continente. Por que não fazer uma compra continental reduzindo custos?
A saúde é sempre uma das áreas mais mal avaliadas. Por que é tão difícil elevar a qualidade do SUS? São múltiplos os aspectos. Um é a especificidade da saúde, que não pode esperar. Uma pessoa, em situação de sofrimento, precisa ser acolhida, e nem sempre isso é possível.
O segundo aspecto é financeiro. O sistema de saúde brasileiro sofre de um problema crônico que já dura 15 anos, que é o subfinanciamento, que nos empurra gradualmente para uma espécie de americanização do sistema de saúde e leva à degradação dos serviços.
Por quê? O Brasil gasta aproximadamente 8% do PIB em saúde. Quando se olha a divisão entre gasto público e privado, o público é apenas 38% do total. Quem está financiando a saúde no Brasil são as famílias, principalmente, e as empresas. O gasto per capita das famílias de classe média que têm planos é pelo menos duas vezes e meia maior do que o do SUS.
O que acha da decisão do governo paulista de destinar até 25% das vagas em hospitais públicos para quem tem plano? Sou totalmente contra. Essa medida traz o risco de criar uma dupla porta. Não sou contra as pessoas que têm planos usarem esse serviço. Desde que o SUS seja ressarcido pelo plano.
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