terça-feira, 14 de junho de 2011

Curso sobre Regulação

Participe do Curso de Regulação, a ser realizado nos dias 30/6, 1 e 2 de julho. Promovido pela APSP e pelo Ministério da Saúde, o curso é gratuito para os associados da APSP. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail apsp@apsp.org.br. A atividade será realizada no auditório do CROSP, à Avenida Paulista, 688- 7° andar (Metrô Brigadeiro).

Daniel Kahneman: O enigma da experiência x memória

Com exemplos que vão desde férias até colonoscopias, o vencedor do prêmio Nobel e fundador da economia comportamental Daniel Kahneman revela como nossas duas individualidades, o "eu da experiência" e o "eu das lembranças" percebem a felicidade de forma diferente. Essa revelação tem implicações profundas na economia, na política pública -- e em nossas consciências.


http://www.ted.com/talks/lang/por_br/daniel_kahneman_the_riddle_of_experience_vs_memory.html

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Brasília recebe o 11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade

Encontro irá reunir mais de 3.200 especialistas brasileiros e internacionais em Brasília

Durante os dias 23 e 26 de junho, será realizado em Brasília (DF), o 11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade (CBMFC), encontro organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que reunirá mais de 4000 profissionais da Atenção Primária à Saúde de todo o País, convidados internacionais, além de representantes do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (DAB/MS). Serão realizadas mesas-redondas, conferências, mini-cursos, oficinas, abordagens de temas clínicos e rodas de conversa e, ainda, atividades culturais com as mostras de vídeo, fotos e concurso de contos, que lançarão um olhar dos profissionais sobre a Estratégia Saúde da Família.
Simultaneamente, acontece o 4º Encontro Luso-Brasileiro de Medicina Geral, Familiar e Comunitária. Nesta edição, o mote escolhido foi a “Medicina de Família e Comunidade – Agora mais do que Nunca”. Dentro deste contexto, já no primeiro dia do encontro, foi escolhido como tema da sessão de abertura o “Manifesto contra o excesso de Prevenção”, denominado de “pornoprevenção”, que terá por objetivo trazer à discussão o papel dos MFCs frente a esta questão.
Segundo o presidente da SBMFC, Dr. Gustavo Gusso, há um “desbalanço” no Brasil que tende ao excesso de ações de prevenção primária e secundária e pouca ênfase na quaternária. "Os protocolos, que na maioria das vezes têm a chancela dos governos, são bastante exagerados, pouco científicos e levam a possiveis intervenções desneces sárias ou perigosas." Gusso relata ainda que há uma obsessão no País pela verticalização das ações e por alguns temas como mamografia e papanicolau. A discussão terá como conferencistas os convidados internacionais especialistas em medicina generalista e Atenção Primária à Saúde (APS), Juan Gérvas, Iona Heath (Inglaterra), Marc Jamoulle (Bélgica) e João Sequeira Carlos (Portugal).
Na ocasião, foi solicitado aos conferencistas que levem um jaleco e um estetoscópio para uma atividade que, segundo Gérvas, promete ser “memorável”. Marcado pela multidisciplinaridade, o 11º CBMFC abordará ainda a política da Atenção Primária à Saúde (APS) e o modelo de Estratégia Saúde da Família (ESF); promoção da saúde em regiões de difícil acesso; formação e qualificação dos profissionais da APS; adequação do prontuário eletrônico, entre outros.
De acordo com o presidente do congresso, Dr. Sandro Batista, o encontro promoverá o intercâmbio científico, além de suscitar debates sobre a formação, educação permanente e o trabalho dos profissionais da saúde brasileiros. “Teremos a oportunidade de reafirmar a Atenção Primária como estratégica para a garantia do direito à saúde de todos os cidadãos brasileiros e a medicina de família e comunidade como uma especialidade essencial para o alcance desse objetivo e continuação da estruturação do nosso Sistema Único de Saúde”, ressalta.


Fonte: Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde
 

Inestimável perda de Barbara Starfield

A notícia da morte repentina da professora Barbara Starfield, aparentemente devido a um problema coronário quando nadava em sua casa na Califórnia na sexta-feira 10 de junho de 2011, veio como um choque. Sua morte é uma perda irreparável para aqueles de nós na comunidade global que se preocupam profundamente com os cuidados de saúde e eqüidade.Uma pediatra de formação, pesquisadora serviços de saúde, comércio, e professora por talento natural, a Dra. Starfield foi professora na Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e da Faculdade de Medicina, bem como diretora do Primary Care Policy Center . Passou mais de 50 anos na Universidade Johns Hopkin s.
Barbara foi uma defensora incansável da medicina de família e cuidados de saúde primários. Ela lembrou-nos porque escolhemos a tornar-se médicos de família - para ajudar as pessoas, melhorar a saúde, e tornar o mundo um lugar melhor e mais justo.
Usando dados pormenorizados e análises convincentes, ela nos ensinou coisas sobre nós mesmos que acreditou, mas não sabia ao certo. Ela abriu os olhos dos médicos de família para as habilidades importantes que temos, as responsabilidades pesadas que levamos, e as possibilidades latentes que representamos. Ela viu os médicos de família como a melhor esperança para a saúde. Muitas vezes, ela desafiou a nossa visão de que a medicina familiar deve olhar como, e empurrou-nos a ver mais longe e mais claro. Bárbara tinha um entusiasmo surpreendente para a vida, viajando constantemente ao redor do globo para partilhar ideias, cultivar jovens profissionais, e empurre os líderes a fazer melhor. Um dia típico para ela poderia incluir uma reunião com um ministro da Saúde, um tutorial com os alunos, um discurso para milhares, a conclusão de mais um manuscrito de outra, e uma idéia para uma nova ferramenta para continuar a provar o valor da atenção básica. Ela será lembrada por sua paixão pela justiça social, a inteligência incisiva, e uma energia incrível. Grandes pessoas têm uma vitalidade extraordinária, o que faz parecer imortal e embala-nos a pensar que teremos para sempre. A melhor homenagem que podemos oferecer Barbara é continuar a trabalhar em direção a sua visão de um mundo em que todos tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade centrado em um relacionamento de confiança com um médico de família compass ivo, competente e abrangente. Perdemos um intelecto gigante, uma colega generosa, e uma boa amiga.

Nota enviada pelo Presidente da Organização Mundial de Médicos de Família (WONCA)
Dr. Richard Roberts

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Do Instituto de Psicologia da USP

Nesta semana, houve um manifesto no Instituto de Psicologia da USP, o Ato de Indignação, que condenou a falta de democracia na Universidade.
Veja aqui a matéria.
E aqui as fotos.
Abaixo artigo publicado no Brasil de Fato, sobre recente fato acontecido também no Instituto de Psicologia da USP, quando um aluno com comportamento agressivo deveria ter sido cuidado com os recursos da psicologia e da psicanálise, mas foi encarado como caso de polícia.

Militarização do cotidiano
por Silvio Mieli do BRASIL DE FATO
 
Enquanto nos preocupamos com os minutos de fama do Capitão Bolsonaro, em performances patéticas tão ao gosto da grande mídia, está em marcha (muitas vezes silenciosa) um processo bem mais complexo de militarização do nosso próprio cotidiano.
 
Existem as evoluções mais ruidosas e visíveis, exemplificadas pelos ataques selvagens da Polícia Militar à primeira Manifestação pela Liberdade de Expressão na Avenida Paulista. Ou, antes disso, os intensos debates em torno da entrada da polícia no Campus da Universidade de São Paulo, depois do assassinato brutal de um jovem aluno da Faculdade de Economia e Administração (FEA-USP).
 
E, por falar na USP, às vésperas da semana de Luta Antimanicomial, cujo dia de comemoração é o 18 de maio, eis que nos deparamos com o caso de um aluno que deveria ter sido cuidado com os recursos da psicologia e da psicanálise, num lugar de proficiência nesse sentido; mas foi encarado como um caso de polícia no âmbito do próprio Instituto de Psicologia (IP) da USP, uma das maiores universidades da América Latina.
 
Diante das manifestações sucessivas de comportamento agressivo do aluno do quarto ano de Psicologia, que chegou ao ponto de ameaçar colegas e professores com uma faca, a polícia foi chamada. Houve uma intervenção de alguns professores pelo encaminhamento a um serviço especializado, mas mesmo assim a direção do Instituto não hesitou em registrar um boletim de ocorrência e posteriormente uma sindicância para apurar a responsabilidades dos professores envolvidos e que defendiam um tratamento adequado ao caso. Nos episódios que se sucederam, alguns pais e alunos clamaram por mais segurança e a resposta veio pela via da sociedade do controle. Além da guarda universitária, que já vinha permanecendo no Instituto, e da proibição de que o aluno assistisse às aulas, foi decidido que o mesmo seria acompanhado por um segurança sempre que circulasse pelo Instituto.
 
O impacto da solução encontrada, no âmbito de um centro de pesquisas que deveria esgotar à exaustão todos os recursos de cuidado em relação aos sofrimentos psíquicos alheios, representa a metáfora mais bem acabada do processo de privatização e militarização dos espaços institucionais públicos.
 
Nesse sentido, a fala providencial da juíza Kenarik Boujikian vale tanto para as manifestações pela liberdade de expressão na Paulista, como para o caso do aluno da Psicologia da USP. “Não é o código penal que deve estar à mão, quando se decide sobre estes direitos, pois este tem como ápice a repressão, a criminalização. O paradigma deve ser o constitucional, sempre, pois o norte é o nível de proteção que os direitos fundamentais exigem e que devem ser priorizados”, afirmou a juíza.
 
Mas, o que fazer se estamos metidos num estado de exceção generalizado, quando os direitos existem mas não têm força para serem colocados em prática ? E, além disso, como agir quando o nosso cotidiano parece militarizado por práticas que já estão introjetadas no comportamento do cidadão comum e na lógica institucional ? Será que a retomada das praças públicas pode ter algo a ver com a desmilitarização do nosso comportamento ?


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aumento do emprego e da renda amplia acesso a planos

Fonte: Valor Econômico

“Com o crescimento econômico do país, o sonho do plano de saúde se tornou realidade para os brasileiros que migraram da classe E para as classes D e C”, diz José Cechin, da Fenasaúde. “A baixa taxa de desemprego garantiu o acesso de uma grande parcela da classe média à medicina de grupo principalmente pelos planos coletivos das empresas privadas que respondem por mais ou menos 70% do mercado”, afirma o presidente nacional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida.
De um ano para o outro, as operadoras de planos de saúde conquistaram nada menos de 4.646.392 novos usuários, de acordo com os dados da página da Agência Nacional de Saúde (ANS) na internet, e fecharam 2010 com 45.570.031 beneficiários – cerca de 23,4% da população brasileira. O crescimento de 8,7%, em relação a 2009, foi o maior desde a regulamentação dos planos de saúde, em 1998, e a criação, em 2000, da ANS, agência encarregada de fiscalizar o setor.
“Só o custo do plano de saúde impede um crescimento ainda maior, mas baixar o preço é complicado por causa da extensão da cobertura”, diz Almeida, da Abramge. “Nós podíamos ter de 80 a 90 milhões de beneficiários, desde que fosse feita uma segmentação, com planos que não precisassem ter abrangência total.”
Nada menos de 73,5% dos beneficiários estão vinculados a planos de contratação coletiva: 57,9% por intermédio de empresas com as quais mantêm relação empregatícia ou estatutária (planos coletivos empresariais) e 15,6% por meio de entidades jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, nos chamados planos coletivos por adesão.
“Em São Paulo, 50% da população tem plano de saúde, então o fenômeno dos investimentos lá é observado com intensidade maior, mas houve um aumento significativo de usuários no interior do país e nas regiões Sul e Nordeste, o que amplia o atendimento”, afirma Henrique Salvador, da Anahp.
Na busca por serviço de saúde, o brasileiro, quando pode, parece não se importar em pagar do próprio bolso, segundo revela um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). O trabalho mostra que no país cada pessoa gasta em média quase duas vezes o que um europeu usa do próprio salário em despesas médicas. Em média, apenas 23% dos gastos com a saúde na Europa vêm do bolso dos cidadãos, enquanto o resto é coberto pelo Estado. A pesquisa, que registra ainda a expansão de medicina de grupo e das cooperativas médicas no Brasil, revela que a taxa de dinheiro dos planos de saúde subiu de 34% para 41% em dez anos.
O percentual de dinheiro privado na saúde no Brasil também é muito superior a média mundial de 38%. No Japão, 82% de todos os gastos são cobertos pelo governo. Na Dinamarca, essa taxa sobe para 85%. Em Cuba, os gastos privados dos cidadãos com a saúde representam apenas 6% do que o país todo gasta no setor.
“O Brasil é o único país em que as pessoas pagam o sistema público e o sistema privado. Com certeza, esse é um dos fatores que contribuiu para que a pesquisa apontasse que o brasileiro, em geral, gasta mais que o cidadão de outros países”, diz Arlindo de Almeida, da Abramge. “Só no Brasil a iniciativa privada contribui com a maior parte dos gastos: 55% contra 45% do governo. O ideal é que, se nós atendemos 45 milhões, os outros 130 milhões sejam atendidos pelo Estado. Ele é imprescindível na saúde. A iniciativa privada não tem como fazer prevenção e extermínio de vetores ou saneamento básico e controle de medicamentos e de alimentos.”

Reforços no sistema

Fonte: Valor Econômico

Repletas de usuários por conta do crescimento econômico do país, da expansão do mercado de trabalho formal e do aumento da renda dos brasileiros, as operadoras de planos de saúde anunciam investimentos na ampliação da capacidade física de hospitais e laboratórios e na modernização dos equipamentos médicos. A estratégia para responder a demanda por serviços médicos é a mesma na rede hospitalar privada, que obtém a maior parte de sua receita no atendimento aos beneficiários da medicina de grupo e das cooperativas médicas.
Apenas nos Estados da região Sudeste, que concentram mais de 65% dos contratos de planos de saúde e a maior rede hospitalar do país, os investimentos chegam a mais de R$ 1 bilhão. Pelo menos quatro novos empreendimentos deverão abrir mais de mil leitos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, além de um em Recife.
"Ao se olhar os grandes prestadores hospitalares se verificará que todos tiveram investimentos em números de leitos e equipamentos modernos, inclusive com novos aparelhos cirúrgicos de robótica", diz o ex-ministro da Previdência José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de planos de saúde responsáveis pelo atendimento de 20,2 milhões de beneficiários.
"Tem hospital inaugurando todos os dias, principalmente na região Sudeste", afirma Henrique Salvador, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), entidade que reúne 43 das maiores e mais importantes instituições hospitalares do país.
As maiores novidades ainda estão em obras ou na fase de elaboração de projetos. A Amil promete inaugurar até o fim do ano o Hospital das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com investimento R$ 240 milhões. O complexo formado por cinco prédios terá 395 leitos e 285 consultórios que irão compor um mix de especialidades e serão interligadas ao hospital por intranet com transmissão de dados e imagem que permitirá fácil acesso às informações de cada paciente e ao seu prontuário eletrônico.
A Unimed, que inaugurou no fim de 2010 uma unidade hospitalar própria, com investimento de R$ 200 milhões e capacidade para atendimentos de urgência e emergências na Barra da Tijuca, no Rio, investiu outros R$ 20 milhões, só em equipamentos, para um novo hospital no Recife, em Pernambuco, com capacidade para 166 leitos e 7.000 cirurgias mensais.
O Grupo Memorial, que assumiu o controle da Assim Saúde, dona da maior rede hospitalar própria da América Latina com 35 hospitais, também já anunciou investimentos em 2011 para a aquisição e melhoria das instalações e equipamentos de três unidades de saúde no Rio.
Em Belo Horizonte, o grupo Mater Dei já iniciou as obras de um novo hospital, com mais de 3 mil metros quadrados de CTI e capacidade para 300 leitos. A obra vai custar R$ 250 milhões e deverá ficar pronta até 2014.
O grupo D'Or, que tem 17 hospitais próprios anuncia a construção de duas novas unidades: o Caxias D'Or, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e o Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, um hospital cinco estrelas que será construído com investimentos de R$ 115 milhões e capacidade para 130 leitos.
Na capital paulista pelo menos cinco redes ampliaram suas instalações ou inauguraram novas unidades. O Albert Einstein ganhou, em 2010, um novo espaço em Perdizes-Higienópolis, de 1.890 metros quadrados e novidades tecnológicas como o acelerador linear, que permite múltiplos tratamentos, além de acesso reservado para garantir a privacidade dos pacientes.
O Samaritano acaba de inaugurar as novas instalações de sua Unidade de Fisioterapia. Resultado de cerca de R$ 400 mil em investimentos, o projeto permitirá a ampliação do número de atendimentos de 240 para 1.200 por mês. O Oswaldo Cruz inaugurou, em 2010, novas instalações no Campo Belo, na Zona Sul, com 1.600 metros quadrados, capacidade para a realização de exames, consultas e pequenas cirurgias, além de dois programas que não existem na sede: reabilitações neurológica e cardiopulmonar. Para construir o espaço foram desembolsados R$ 10 milhões.
O Sírio Libanês, que investiu R$ 35 milhões em sua primeira unidade externa no Itaim Bibi, também na Zona Sul de São Paulo, com um centro cirúrgico e um centro de oncologia e capacidade para atender cerca de 9.000 pacientes por mês, tem outros projetos de expansão e até 2012 planeja gastar R$ 600 milhões na ampliação de sua sede.
"Além de leitos, tem crescido a oferta de novas áreas de oncologia, de laboratórios de diagnóstico, de serviços de imagem e de vagas nos centros de terapia intensiva (CTI)", diz Henrique Salvador, da Anahp. O Centro Check Up, inaugurado no 36º andar de um dos prédios mais altos da região central do Rio de Janeiro, é um exemplo. A obra custou R$ 1 milhão ao Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG), um dos principais do setor de saúde do Estado, e reúne oftalmologistas, cardiologistas, urologistas, ginecologistas e pneumologistas para atender clientes como a Eletrobras e os executivos que trabalham no centro financeiro da capital fluminense.
Para captar os recursos necessários aos novos investimentos algumas operadoras de medicina de grupo e laboratórios já há alguns anos abriram capital e ingressaram na bolsa de valores. O pioneiro foi a Diagnósticos da América (Dasa), maior empresa de medicina diagnóstica da América Latina, em 2004, seguido da Medial Saúde, que acabou falindo e foi absorvida pela Amil, que por sua vez lançou ações por meio da Amil Participações. Odontoprev e Tempo Participações, que atua no segmento de planos de saúde e odontológicos e na assistência especializada, também têm ações na bolsa.

Conferência Mundial sobre os Determinantes Sociais da Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está convocando todos os países para a Conferência Mundial sobre os Determinantes Sociais da Saúde (WCSDH), a ser realizada de 19 a 21 de outubro de 2011 no Rio de Janeiro, com o apoio do governo brasileiro.
A Conferência será organizada de acordo com a Resolução 62.14 da 62ª Assembléia Mundial da Saúde e como seguimento do trabalho da Comissão sobre Determinantes Sociais da Saúde (CSDH) da OMS.
Mais informações e documento técnico:
O Movimento pela Saúde dos Povos – MSP (People’s Health Movement - PHM), em associação com vários grupos e redes de interesse público, apresentou uma resposta coletiva da sociedade civil a esse Documento Técnico, disponível em:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Dia-a-dia na Cracolândia

Vejam o Blog Cracolândia dia-a-dia, escrito por Marcelo Clemente, que trabalhava como médico na região da Cracolândia. Clemente faleceu recentemente e sua esposa, Natacha Capozzi, assumiu o Blog e fez uma homenagem ao marido.

Publique no Mural

Fonte: Conselho Nacional de Saúde

Se na sua cidade a Conferência Municipal de Saúde já foi realizada e você quer compartilhar como foi participar destas discussões, escreva no Mural da 14ª CNS no Facebook. Seu depoimento permitirá socializar as informações que muitas vezes ficam restritas ao seu município. 

Análise da saúde no Brasil é tema da reunião do CNS

Fonte: Conselho Nacional de Saúde


O Conselho Nacional de Saúde realiza nos dias 8 e 9 de junho sua 222ª Reunião Ordinária. Na ocasião, a análise situacional da saúde no Brasil será um dos temas debatidos pelo Plenário do Conselho e contará com as apresentações da Secretária Executiva do Ministério da Saúde, Márcia Amaral, e dos conselheiros Ligia Bahia e Geraldo Adão.
Também estão na pauta da reunião, ainda no dia 8, o Plano Nacional de Saúde de 2012 a 2015 e o Plano Plurianual. Já o segundo dia da 222ª Reunião Ordinária terá como destaques o balanço do mês na saúde com o tema da urgência e emergência e a revisão da resolução CNS  n.º 333, de 4 de novembro de 2003 - que traz as diretrizes para criação, reformulação, estruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde. A 14ª Conferência Nacional de Saúde encerra os debates do CNS.
Os interessados também podem acompanhar a transmissão da reunião do CNS pela internet, em tempo real, no site www.conselho.saude.gov.br

Informações:

222 ª Reunião Ordinária do CNS
Data: 8 e 9 de junho de 2010
Local: Plenário do Conselho Nacional de Saúde "Omilton Visconde" - Ministério da Saúde, Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 1º andar - Brasília/DF.
Horário - A partir das 9 horas

Processo seletivo: professor

Estão abertas até 28/06 as inscrições do processo seletivo simplificado para professor substituto na Unifesp - Campus Baixada Santista, área de Ciências Sociais, conforme edital anexo, disponivel no site http://concurso.unifesp.br/

Curso de Especialização Interdisciplinar em Saúde Pública - Gratuito

Considerando que a saúde como direito do cidadão e dever do Estado tem gerado a necessidade de profissionais capacitados com formação em saúde pública para atuar na prestação e gestão de serviços e sistemas de saúde e nos órgãos responsáveis pelas ações no ambiente e intersetoriais, a Faculdade de Saúde Pública decidiu dar continuidade ao seu Curso Interdisciplinar em Saúde Pública.
Seu objetivo é formar profissionais especializados no campo de políticas públicas, legislação e ações de saúde individual, sanitárias e ambientais, necessárias ao exercício profissional em saúde pública.

Seu público-alvo são os profissionais da área de saúde pública com prioridade para aqueles atuando em serviços e sistemas, no âmbito do município, estado ou união e universidades.

O curso consta de 456 horas (384 horas teóricas, 20 horas em aulas práticas, 12 horas em seminários e 40 horas correspondendo à elaboração de monografia) distribuídas ao longo de 14 meses, sempre nas segundas-feiras em período integral.

 
A estrutura do curso consta de sete módulos: 
  • Bases conceituais da saúde pública
  • Determinantes de saúde
  • Saúde e ambiente
  • Vigilância à saúde
  • Atenção à saúde
  • Políticas, planejamento e gestão em saúde
  • Metodologia científica 
Inscrições:
Data de inscrição: As inscrições serão aceitas de 1º a 20 de junho de 2011, de 2ª a 6ª feira das 11h00 às 16h00 ao custo de R$ 50,00.

Local das inscrições: Serviço de Alunos da Faculdade de Saúde Pública, Av. Dr. Arnaldo, 715 – Térreo.

Vagas: Serão disponibilizadas 40 vagas.

Nota: não serão aceitas inscrições pela internet.


Documentos:
Os documentos a serem apresentados no momento da inscrição são:

  • Cópia do RG e CPF
  • Cópia do diploma ou declaração de conclusão do curso de graduação.
  • 1 foto 3x4 recente
  • Currículum vitae
  • Declaração da Chefia autorizando liberação do funcionário em caso de seleção
  • Carta do candidato discorrendo sobre a importância da realização do curso para a sua atividade profissional.
  • Ficha de inscrição - Acesse aqui:
     
Seleção:
A seleção constará de duas fases:
  • análise de currículo e
  • entrevista.
     
Datas de divulgação de Resultados:

  • O resultado da análise do currículo e o agendamento das entrevistas serão divulgados em 1º de julho de 2011.
  • O resultado final será divulgado no dia 18 de julho de 2011 e as matrículas ocorrerão no período de 18 a 30 de julho.
     
O Curso é Gratuito.

Período do Curso: 
O curso terá início no dia 18 de agosto de 2011 e se estenderá até 29 de outubro de 2012.

Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde

Retrospectiva da semana
Publicado no site da rede de pesquisa
Semana de 23 a 27 de maio
Rede Entrevista
Emiko Egry –
Pela Universidade de São Paulo, possui graduação e mestrado em Enfermagem e doutorado em Saúde Pública. Atualmente, é professora titular da USP. Leia entrevista
http://www.rededepesquisaaps.org.br/entrevistas/entrevista_int.php?id_entrevista=8

Notícias
Saúde integra esforço para erradicar miséria até 2014
A presidenta da República, Dilma Rousseff, lançou nesta quinta-feira (2) um programa que tem a meta de retirar 16,2 milhões de brasileiros da situação de extrema pobreza. Setor fortacelerá a atenção básica e o cuidado na escola. http://www.rededepesquisaaps.org.br/noticias/noticia_int.php?id_noticia=86
SP vai dar R$ 5 milhões para premiar os melhores postos de saúde do Estado A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai pagar um prêmio de R$ 5 milhões para os 100 melhores postos de saúde do Estado. As unidades que se destacarem no bom atendimento aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) também irão receber um selo de qualidade.
Mestrado em Saúde da Família: inscrições até 7 de junhoAs inscrições para o Mestrado Profissional em Atenção Primária em Saúde com ênfase na Estratégia de Saúde da Família estão abertas até 7 de junho. http://www.rededepesquisaaps.org.br/noticias/noticia_int.php?id_noticia=84
O XXVII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde terá como tema “Saúde no centro da Agenda de desenvolvimento do Brasil.
O evento será uma oportunidade de  aprimoramentos, discussão e troca de experiências entre os participantes .O objetivo principal  é aprofundar questões sobre a política de saúde, visando o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde – SUS. http://www.rededepesquisaaps.org.br/noticias/noticia_int.php?id_noticia=83Jorge Solla, Secretário de Saúde da Bahia, fala do desafio do Fortalecimento da Atenção Básica no Estado Em entrevista ao Portal para Gestores do SUS, o Secretário fala dos desafios e da necessidade de fortalecimento da Atenção Básica no Estado.
http://new.paho.org/bra/apsredes
http://www.rededepesquisaaps.org.br/noticias/noticia_int.php?id_noticia=82Editais
Veja novos editais no site da rede
http://www.rededepesquisaaps.org.br/editais/index.php

Idosos do Brasil: estado da arte e desafios

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e o Grupo MAIS – Hospital Premier convidam para a quinta mesa do

Ciclo Temático “Idosos do Brasil: estado da arte e desafios”
“Modelos de atenção para a saúde da pessoa idosa no Brasil: necessidades, avanços e desafios”

Debatedores
Luiz Roberto Ramos (Unifesp)
“Qualificação do cuidado com foco no envelhecimento ativo”

Yeda Duarte (EE-USP)
“Cuidados inovadores aos frágeis e dependentes”

Coordenação
David Braga Jr. (Grupo Mais)

Organizar uma agenda dedicada à Pessoa Idosa, desenhar um modelo de atenção integral e traçar um Plano de Ação para contribuir com as Diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, é o principal objetivo deste Ciclo de Debates.”

14 de JUNHO de 2011
14h

LOCAL:
Instituto de Psicologia - Auditório Carolina Bori  
Av. Prof. Mello Moraes,  n 1721, Bloco G, Cid. Universitária.

TRANSMISSÃO

INFORMAÇÕES
Sandra Sedini: sedini@usp.br / 3091-1678
ou no site www.iea.usp.br

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nordeste brasileiro se destaca no ensino em Saúde Pública

Por Glenda Almeida - glenda.almeida@usp.br
Fonte: Agência USP de Notícias

Pesquisa que investiga o chamado “índice h” destaca o Nordeste no que diz respeito à pesquisa e ensino em Saúde Pública. Segundo os estudos do professor e médico Júlio Pereira e sua aluna de doutorado Bruna Bronhara, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, autores e pesquisadores da Região Nordeste do Brasil apresentam valores de índice h semelhantes aos da Região Sudeste, conhecido por sua tradição no ensino em Saúde Coletiva.
O índice h é famoso no meio científico, comumente utilizado para se fazer juízo sobre a repercussão da produção científica de um pesquisador. O número é o resultado de um cálculo que relaciona a quantidade de artigos que um profissional publicou ao número de vezes que cada trabalho foi citado por outros autores. Como esclarece Pereira, esse valor, que é uma das informações que compõe o currículo vitae de um pesquisador, é uma maneira de perceber quais são os trabalhos e autores que ganham mais atenção de seus possíveis interessados. “Porém, é um número que, como todos os outros, não é absoluto. Para decifrar o que está por trás dele, é necessário relacioná-lo a um contexto e a circunstâncias”. Nesse sentido, tratando-se do Brasil, cuja maioria dos autores não supera o índice h = 5, a Região Nordeste aparece com índices tão bons quanto os da Região Sudeste, como aponta o professor.
O estudo analisou o índice h de 934 professores de programas de pós-graduação em Saúde Pública do País, utilizando o banco de dados da Web of Science. Esses dados foram aplicados a um cálculo, cujo resultado indica a colocação de um pesquisador em ranking com 100 pesquisadores, dentro de uma das regiões brasileiras. Pereira explica: “caso um profissional com índice h = 9 esteja concorrendo com outros 99 pesquisadores, na Região Sudeste ele seria o 8º colocado no ranking”. Porém, o estudo salienta que em cada região do País, ter o índice h = 9 pode ter significados diferentes. “Por exemplo, para estar em primeiro lugar na região Sul, que é a que apresentou o melhor desempenho, é necessário ter um índice h = 24, o que é um valor muito alto, comparado com o 1º lugar das outras regiões”.
De todos os docentes estudados, 29,8% possuem h = 0, ou seja, não tem qualquer registro de citação sobre seus artigos. Segundo o professor, ao analisar esse dado, pode-se supor que possuir um índice h = 5 é um “bom número” para o Brasil, um país cuja média de índice h é 3,1. Na região Sul, o valor esperado para o índice h é 4,7, a maior média entre as regiões. Os índices da Região Centro-Oeste são os menores, com uma média de h = 2.
Nordeste alcança Sudeste
Mas o que desperta a atenção de Pereira é a similaridade entre Nordeste e Sudeste, regiões que ao longo da história se apresentaram distintas e contrastantes no que diz respeito à oportunidade de emprego, miséria, e outros indicadores socioeconômicos. Porém, tratando-se de Saúde Pública, a média de índice h dos professores do Sudeste e Nordeste são muito próximas, equivalentes a 3,6 e 3,3, respectivamente. De acordo com o médico, esse dado mostra que a região Sudeste foi alcançada pelo Nordeste nessa área do conhecimento científico. “O valor de h necessário para um pesquisador estar em 1º lugar no ranking do nordeste é muito parecido ao do sudeste, sendo 17 e 19, nesta ordem”.
Considerando essas informações, já é notório um destaque para o Nordeste, principalmente porque com um total de 200 docentes e 9 programas de pós-graduação em Saúde Coletiva chega bem próximo de superar o Sudeste, com seus 622 docentes e 18 cursos. Segundo o professor, o surpreendente está relacionado à Lei 11.540/2007. De acordo com a Lei, pelo menos 40% dos recursos destinados ao Ministério da Ciência e Tecnologia devem ser aplicados em programas de fomento à pesquisa no Norte e Nordeste do País. “Como no Nordeste já havia instituições que ensinavam mestres e doutores nessa área do conhecimento, com uma capacidade de ‘acolher’ os investimentos, sua resposta ao fomento à pesquisa tem sido significativa”, afirma Pereira. “Essa comparação surpreende as pessoas acostumadas a ouvir que o Nordeste é a terra onde só há miséria e fome”.
A análise do índice h propõe oferecer subsídios à sociedade em geral para um juízo aprimorado deste indicador, entendendo que possuir um h = 3, por exemplo, não pode significar ser bom ou ruim, caso não seja contextualizado. Pereira conclui a pesquisa afirmando que “um único número não pode fornecer mais que uma aproximação grosseira do perfil multifacetado de uma pessoa, apontando ainda que “muitos outros fatores deveriam ser considerados em combinação para avaliar um pesquisador.”

Saúde e Qualidade de Vida na Longevidade

Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes

O 16º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes acontece entre os dias 29 e 31 de julho, em São Paulo. Serão 46 simpósios com mais de 200 palestras, além de oficinas e cursos multiprofissionais. Mais informações no site do evento: http://www.anad.org.br/congresso/16_Congresso_Site/
Ou pelo telefone: (11) 5572-6559   

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Visite o site do 12º Congresso Paulista de Saúde Pública

Já está no ar o site do 12º Congresso Paulista de Saúde Pública. O evento acontece entre os dias 22 e 26 de outubro, em São Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde e Direitos: escolhas para fazer o SUS".
Visite o site, tenha mais informações e faça a sua inscrição.

Primeira atividade do Ciclo de Debates discute o SUS e as Conferências de Saúde

Mais de 70 pessoas participaram nesta terça-feira, dia 31, da primeira atividade do Ciclo de Debates, parceria entre a APSP, a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Paulo Capel Narvai, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e Luís Carlos Bolzan, Diretor do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS/ Ministério da Saúde foram os debatedores do evento que tratou da 14ª Conferência Nacional de Saúde e das etapas estadual e regionais, tendo como tema “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro”.
O evento teve ainda o apoio do COSEMS/SP, FSP/USP e do Observatório de Saúde da Região Metropolitana.
O segundo debate será no dia 21 de junho, das 17 às 20 horas, na Faculdade de Saúde Pública da USP e terá como tema “O fortalecimento do Pacto pela Saúde nas Relações Interfederativas”.
A entrada é franca.
Marília Louvison(APSP), Paulo Capel Narvai (FSP/USP), Stela Pedreira (SES/SP), Paulo Capucci (APSP) e Luís Bolzan (MS) respondem aos questionamentos do público presente.